MATO GROSSO
Parceria vai viabilizar uso de maquinário pesado na prevenção e combate a incêndios florestais em MT
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) firmaram uma parceria estratégica para viabilizar o uso de maquinário pesado na prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado. A ação visa reforçar a capacidade operacional durante a fase de prevenção e no combate aos incêndios florestais.
Essa parceria é uma das diversas ações previstas no Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) para 2025, desenvolvido pela corporação. O POTIF integra o planejamento abrangente do Governo do Estado, que destinará um total de R$ 125,2 milhões para ações de preservação ambiental, incluindo o combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais.
De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a parceria permitirá uma resposta ainda mais ágil e bem coordenada no combate aos incêndios, tanto na fase de prevenção quanto na fase de resposta, buscando maior eficiência nas operações.
“As equipes poderão realizar intervenções rápidas em áreas de difícil acesso. O uso desses equipamentos pesados será fundamental para a criação de aceiros e barreiras de contenção, minimizando a propagação das chamas e facilitando o acesso às regiões mais afetadas pelos incêndios”, afirmou.
Na fase de prevenção, o maquinário será utilizado nas atividades de construção de aceiros, manutenção de faixas de domínio das rodovias estaduais e melhorias nas vias de acesso, especialmente nas unidades de conservação do Estado. As áreas que receberão esses serviços foram previamente identificadas em um estudo realizado pelo CBMMT, que apontou os locais com maior incidência de focos de calor em Mato Grosso. A previsão é que o trabalho seja realizado em 1.767,2 km de estradas e aceiros.
Já na fase de resposta, um total de 28 maquinários serão empregados nos municípios de Poconé, Barão de Melgaço e Cáceres, atuando no combate aos incêndios florestais, conjuntamente com as equipes de bombeiros militares. Somente o empenho desses maquinários representa um investimento de R$ 35 milhões do total de R$ 78 milhões que o Governo do Estado irá investir nas ações de combate aos incêndios.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, ressaltou a importância da colaboração entre as diferentes esferas do governo e os órgãos de segurança como medida essencial para enfrentar os desafios impostos pelos incêndios.
“O Governo do Estado tem atuado de forma integrada para ampliar a capacidade de resposta no combate aos incêndios, garantindo mais eficiência e agilidade nas operações. Nesse esforço, a Sinfra-MT oferecerá suporte logístico essencial às ações coordenadas pelo Corpo de Bombeiros”, afirmou o secretário.
Proibição do uso do fogo
Além do planejamento para a prevenção e combate aos incêndios, o Governo do Estado já publicou o decreto que estabelece o período proibitivo de uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. A norma também trata da situação de emergência e institui a sala de situação central no Estado.
No Pantanal, o uso do fogo fica proibido entre 1º de junho e 31 de dezembro. Já na Amazônia e no Cerrado, a proibição vai de 1º de julho a 30 de novembro. Durante o período restritivo, as licenças de queima controlada emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) estarão suspensas.
A proibição não se aplica às queimas realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais. Já o uso do fogo em áreas urbanas é proibido durante todo o ano.
Fonte: Governo MT – MT
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Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT
Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.
O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário.
Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.
Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.
Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.
Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.
Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.
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