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Senadores manifestam pesar pela morte do prefeito Fuad Noman

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Senadores manifestaram pesar pelo falecimento do prefeito de Belo Horizonte (MG), Fuad Noman (PSD), nesta quarta-feira (26). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) divulgaram notas oficiais. Outros parlamentares manifestaram-se em suas redes sociais e durante a sessão deliberativa do dia.

Fuad Jorge Noman Filho tinha 77 anos e era prefeito da capital mineira desde 2022, após renúncia de Alexandre Kalil, de quem era vice. Foi reeleito em 2024 e permaneceu no cargo, mas se licenciou dois dias depois da posse por problemas de saúde. Ele morreu de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.

Nascido em Belo Horizonte e formado em Economia, Fuad foi secretário-executivo da Casa Civil entre 1996 e 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Também trabalhou no Banco Central e no Fundo Monetário Internacional (FMI). Foi secretário estadual da Fazenda e de Transporte em Minas Gerais e, mais tarde, secretário municipal de Fazenda na primeira gestão de Alexandre Kalil, que o escolheu como vice para o segundo mandato.

O vice-prefeito Álvaro Damião (União) vai assumir a prefeitura da capital mineira. Ele já ocupa o cargo interinamente.

“Coragem e competência”

Davi Alcolumbre afirmou que Fuad era “competente, íntegro e dedicado ao serviço público”. O presidente do Senado registra que o prefeito teve atuações de destaque em funções municipais, estaduais e federais.

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Rodrigo Pacheco, por sua vez, disse que, mesmo enfrentando “uma doença terrível”, Fuad demonstrou seu “verdadeiro amor” por Belo Horizonte ao não desistir da campanha eleitoral de que participava. O prefeito tratou de um câncer no sistema linfático em 2024.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) lamentou, em rede social, o falecimento de Fuad Noman e afirmou, na publicação, que o prefeito “dedicou uma vida à administração pública, contribuindo com competência e responsabilidade para o desenvolvimento do país”.

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) afirmou em entrevista à Rádio Senado que Fuad deixa “uma perda muito grande para a política de Minas Gerais”.

Notas

Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Fuad Noman, prefeito de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (26).

Fuad foi um homem público exemplar, com uma trajetória marcada pela competência, integridade e dedicação ao serviço público. Atuou com destaque em diversas funções nos âmbitos municipal, estadual e federal, sempre com o olhar voltado para o bem comum. À frente da Prefeitura de Belo Horizonte, liderou com responsabilidade e compromisso, honrando a confiança dos cidadãos da capital mineira.

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Em nome do Congresso Nacional, expresso minha solidariedade aos familiares, amigos e a toda a população de Belo Horizonte neste momento de dor.

Davi Alcolumbre

Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Meu profundo sentimento aos familiares do prefeito Fuad Noman, que faleceu nesta quarta-feira, após uma verdadeira batalha pela vida. Minha admiração, que sempre tive por Fuad, cresceu ainda em razão de testemunhar que, mesmo enfrentando uma doença terrível, ele demonstrou seu verdadeiro amor por Belo Horizonte ao não desistir de uma campanha eleitoral e se tornar vitorioso no pleito, sendo reeleito. Estendo minhas condolências aos amigos, admiradores e aos moradores da capital mineira, que perdem um homem público de rara tenacidade e que sempre mostrou competência nos cargos que exerceu. Sua resiliência, seu carinho por Belo Horizonte e o legado de excelentes práticas administrativas serão fonte de inspiração para as futuras gerações.

Senador Rodrigo Pacheco

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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