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Plínio critica construção de estrada para a COP 30 e cobra pavimentação da BR-319

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, em pronunciamento nesta terça-feira (18), a construção de uma rodovia de quatro pistas no Pará, que visa facilitar o acesso à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), prevista para ocorrer em Belém (PA) em novembro.

O parlamentar argumentou que, enquanto o governo autoriza uma obra com impacto ambiental significativo, a pavimentação da BR-319, rodovia essencial para a integração do Amazonas ao restante do país, continua sendo barrada.

— Estão derrubando 13 quilômetros de floresta virgem para construir uma estrada que facilitará o acesso dos visitantes à COP 30. Mas onde estão os ativistas do clima? Onde estão os que se dizem defensores da Amazônia? O que se vê é um silêncio conveniente diante dessa obra — afirmou.

O senador ressaltou que a BR-319 é uma via fundamental para a integração do Amazonas com o restante do Brasil, permitindo o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus e facilitando a circulação de pessoas.

— Querem que preservemos, enquanto destroem suas próprias terras. O Amazonas tem mais de 50% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, e nos impedem de ter acesso à infraestrutura básica que poderia mudar essa realidade. Estamos sendo privados do nosso direito de ir e vir. A pavimentação da BR-319 é um clamor da população do Amazonas, mas esbarra em decisões políticas e interesses que não consideram a nossa realidade — declarou.

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Plínio Valério afirmou que há um tratamento desigual na Região Norte, argumentando que, enquanto outros estados da Amazônia avançam em infraestrutura, o Amazonas permanece isolado, dependente dos transportes fluvial e aéreo. Ele criticou a imposição de normas ambientais que, segundo ele, “não são seguidas pelos próprios responsáveis pelas regras”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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