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Amin critica aumento de tarifas para aviação em Santa Catarina

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O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou, em pronunciamento nesta terça-feira (18), que a suspensão temporária do aumento das tarifas aeroportuárias em Joinville (SC) não resolve a insegurança no setor. Ele cobrou uma solução definitiva para a questão. Ele destacou a importância da cidade que, além de ser um dos principais polos industriais do Brasil, possui grande relevância cultural, abrigando a única escola do balé Bolshoi fora da Rússia. A cidade costuma sediar eventos de reconhecimento internacional. Para o senador, é essencial que a conectividade aérea do município seja tratada com prioridade.

O parlamentar ressaltou que a suspensão do reajuste tarifário por 60 dias trouxe um alívio momentâneo, mas a situação exige uma solução definitiva. Ele explicou que o pedido para suspender o reajuste foi feito pela bancada catarinense e atendido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil. No entanto, segundo Amin, é necessário garantir que novos aumentos não sejam impostos sem um amplo debate sobre os impactos para os municípios.

— Não podemos aceitar que mudanças tão significativas sejam impostas sem um planejamento adequado. A suspensão deu um respiro à cidade. Mas precisamos transformar essa decisão em algo perene, que assegure previsibilidade e respeito ao setor produtivo e aos cidadãos que dependem do transporte aéreo — defendeu.

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Amin explicou que, durante audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), foi solicitado um posicionamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as mudanças. Entre as preocupações apresentadas, estão a interrupção de voos da empresa Azul para diversas cidades, incluindo Jaguaruna e Correia Pinto, em Santa Catarina. Além disso, o senador mencionou os impactos financeiros causados pelo aumento das tarifas aeroportuárias, que afetam diretamente a competitividade do estado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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