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Plínio questiona contratos para gestão de terras indígenas

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou contratos firmados pelo Ministério dos Povos Indígenas com a multinacional Ambipar. Segundo ele, a empresa foi beneficiada com contratos sem licitação que somam aproximadamente R$ 480 milhões para atuar em territórios indígenas. O parlamentar afirmou no Plenário, nesta quarta-feira (19), que solicitará a convocação da ministra Sonia Guajajara para prestar esclarecimentos sobre os acordos.

O senador questionou o fato de a empresa que apresentou o menor valor ter sido desclassificada no processo de licitação. Ele mencionou ainda a valorização das ações da multinacional antes do anúncio oficial do contrato e afirmou que esse crescimento atípico exige esclarecimentos.

— Ambipar é uma multinacional que vai lucrar com isso aqui no crédito de carbono. Três mil por cento subiram as ações só na semana que antecedeu esse anúncio — declarou.

O parlamentar também alertou para os impactos da concessão de 14% do território nacional a uma empresa privada, afirmando que isso pode comprometer a soberania sobre a região. Ele levantou suspeitas sobre o modelo de gestão que a empresa vai aplicar nos territórios indígenas. Plínio apontou que os contratos incluem conservação ambiental, destinação de resíduos e outros serviços, sem um controle claro sobre execução.

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— Tudo isso abre caminho para negócios escusos, inclusive a exploração indevida dos nossos recursos minerais — afirmou.

O senador afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) deve atuar com imparcialidade e rigor na fiscalização dos recursos públicos. Ele destacou que “não pode haver seletividade nas investigações nem distinção sobre quem deve ser cobrado”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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