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Agressão Contra Crianças Xavantes em Pontal do Araguaia Mobiliza Comunidade e Polícia

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Na última sexta-feira (6), um caso chocante de violência envolvendo três crianças da etnia Xavante, de 5, 6 e 8 anos, em Pontal do Araguaia, município vizinho de Barra do Garças, gerou indignação e mobilização entre os moradores. As crianças teriam sido agredidas por pegarem pão e margarina em uma oficina. O caso está sob investigação da Polícia Civil.

Imagens registradas pelos próprios indígenas da região exibem os hematomas nos corpos das crianças. Um vídeo publicado mostra um narrador descrevendo as agressões, afirmando que uma das crianças foi espancada com um chicote, evidenciando a brutalidade do ataque.

A identidade dos agressores ainda é desconhecida, conforme informações preliminares fornecidas pela polícia. Em casos envolvendo menores, devido à gravidade e à proteção das vítimas, detalhes específicos do caso não foram divulgados.

Uma vizinha, ao tomar conhecimento do ocorrido, contatou o Conselho Tutelar, que prontamente orientou a família a formalizar uma denúncia na delegacia. As crianças já passaram por exames de corpo e delito para verificar a extensão das lesões.

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Além dos procedimentos legais em andamento, a comunidade se mobilizou em favor da família para denunciar o ato de violência, com o objetivo de garantir segurança para as crianças e responsabilizar os agressores.

Este incidente ressalta a necessidade de proteção e respeito aos direitos das crianças, especialmente em comunidades indígenas que, frequentemente, enfrentam discriminação e vulnerabilidade. A sociedade acompanha o desdobramento das investigações na expectativa de que a justiça seja feita e medidas sejam adotadas para prevenir futuros casos de violência.

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Manifestações tomam conta das ruas de Belém na COP30

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Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial

Na manhã deste sábado (15), Belém foi palco de uma das maiores mobilizações populares já registradas durante a COP30. Mais de 20 mil pessoas — entre indígenas, quilombolas, ativistas ambientais, profissionais da saúde, pesquisadores, estudantes e apoiadores — tomaram as ruas da capital paraense pedindo a revogação do decreto N° 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e cobrando medidas urgentes como a demarcação de terras indígenas e avanços nas políticas de crédito de carbono.

A marcha, descrita por participantes como histórica, ganhou ainda mais força com a adesão de representantes de diversos países presentes no evento global do clima. De acordo com manifestantes ouvidos pela nossa equipe, o ato foi marcado pela união entre povos originários, movimentos sociais e observadores internacionais, todos em defesa da vida e da proteção ambiental.

Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial

Nossa equipe conversou com indígenas do Mato Grosso que participam diretamente da marcha. Segundo eles, o movimento está “gigantesco e global”, com a presença de “indígenas, não indígenas e estrangeiros caminhando lado a lado”.

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Entre as lideranças presentes, a Darlene Yamalo Taukane, da etnia Bakairi, do município de Paranatinga, relatou emocionada a importância de viver esse momento. No instante da entrevista, ela chegava ao ponto de concentração final da marcha.

“Eu estou muito feliz por estar aqui e viver esse momento onde todos os povos estão podendo reivindicar a todos os povos da Terra água limpa, oceano limpo, mais floresta em pé. Tudo isso está sendo o motivo da manifestação, pela qualidade de vida do planeta”, afirmou Taukane.

Ela destacou ainda o aprendizado proporcionado pela marcha.

“Eu aprendi muito hoje. Eu pude chegar e ficar na frente, tive a oportunidade de ouvir toda a caminhada até chegar ao carro dos povos indígenas. Aprendi muito hoje nessa marcha”, disse.

Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial

Diversas lideranças indígenas do Mato Grosso também acompanham o ato presencial e à distância, fortalecendo a mobilização por meio das redes sociais. A expectativa é que a marcha influencie debates e decisões dentro da COP30, reforçando a urgência de políticas que protejam povos tradicionais e garantam a preservação ambiental.

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A manifestação segue repercutindo nacional e internacionalmente, consolidando-se como um dos momentos mais marcantes do evento climático em Belém.

Acesse o Decreto N° 12.600/2025 AQUI

 

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