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Plínio critica proposta do governo de extinguir isenção de IR por doença grave

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, em pronunciamento nesta quarta-feira (11), pontos do pacote de corte de gastos proposto pelo governo federal. Segundo o parlamentar, a medida que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil vai retirar benefícios de outros contribuintes, incluindo pessoas em situações de vulnerabilidade.

O senador observou que a ampliação da faixa de isenção será compensada pela tributação de rendas como aluguéis, dividendos e juros, com uma alíquota de 10% e por cortes em benefícios fiscais. Ele condenou o impacto da medida sobre pessoas com doenças graves, que poderão perder a isenção completa de IR, hoje em vigor. Pela proposta do Executivo, o benefício será mantido apenas para quem tem renda de até R$ 20 mil mensais.

— Isto é condenar enfermos: se você tirar a isenção de doença de Alzheimer, de câncer, de aids, de problemas sérios cardiovasculares, está condenando muita gente à morte. Eu não posso participar disso. E devo fazer isto, sim, como cidadão, aproveitando de estar senador: usar aquilo que a gente pode usar aqui da denúncia, do argumento, do voto, da conciliação — disse.

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Plínio também criticou os gastos do Executivo, dizendo que o governo “torra dinheiro público” em despesas como a do envio de delegação brasileira de 1,9 mil pessoas à Conferência do Clima (COP 29), no Azerbaijão.

— O que dizer de um país que à custa de arrecadar dinheiro, de ter dinheiro, penaliza e condena à morte muitos desses doentes? O que dizer de uma reforma que vai condenar doentes à morte, porque não estarão mais isentos e não têm dinheiro para arcar com o seu custeio para curar sua enfermidade? Isso tudo consta do pacote que pretende poupar gastos, em um governo que torrou dinheiro público. Um governo que reserva para sua cúpula os mais luxuosos hotéis agora vai acabar com a isenção de doentes — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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