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Polícia Civil desarticula ponto utilizado por criminosos para extração ilegal de madeira em Querência

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Um ponto de extração ilegal de madeira localizado na cidade de Querência foi descoberto pela Polícia Civil, na segunda-feira (12.02), na Operação Pitangueira, deflagrada pelos policiais da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) para combate ao desmatamento ilegal.

A ação resultou na localização de uma casa e de alojamentos utilizados pelos criminosos, além da apreensão de um trator e de diversos itens usados na prática ilícita, como motosserra, placas solares, geradores, bateria, entre outros objetos.

As diligências iniciaram após a equipe da Dema receber informações sobre o crime ambiental em área de reserva na cidade de Querência, após a prisão de duas pessoas na região de uma propriedade rural a cerca de 80 quilômetros do município. Na ocasião, os suspeitos foram flagrados em um caminhão transportando 14 toras de madeira nativa retirada de área de preservação permanente.

Com base nas informações, a equipe da Dema iniciou as diligências na região da MT-110, após a comunidade Pingo D’Água, conseguindo localizar a entrada da esplanada, onde logo observaram a movimentação de um caminhão prancha que carregou ¿um trator qu¿e foi localizado na mata.

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Em continuidade às diligências na mata, os policiais adentraram em trilhas, onde foram localizadas diversas esplanadas, com árvores cortadas, indicando que o local foi degradado recentemente. Um pouco mais a frente, os policiais encontraram três barracos de lona, que serviam como alojamento para as pessoas que estavam no local extraindo madeira.

Em um dos barracos, os policiais encontraram coldre, capa de colete tático e uma munição calibre 12 deflagrada, demonstrando a existência de seguranças para garantir a atividade dos madeireiros. Seguindo por outra trilha, os investigadores chegaram a avistar dois suspeitos que ao perceber a presença dos policiais empreenderam fuga pela mata.

Mais a frente, foi localizada uma casa de madeira, sendo observado que pessoas haviam abandonado o local recentemente. Na casa foram localizados diversos objetos utilizados pelos infratores como botijão de gás, dois geradores, cadernos de anotações com diversos registros de horas trabalhadas pelas máquinas. Motosserra, bateria, placa solar, entre outros.

Diante dos fatos, o trator e o restante do material ilícito foram apreendidos e encaminhados à delegacia. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no crime.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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