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Operação conjunta desmantela esquema de extração ilegal de madeira em São Félix do Araguaia

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A Polícia Civil, em uma ação conjunta das Delegacias de Confresa, São Félix do Araguaia e Alto Boa Vista, desmantelou um esquema de extração ilegal de madeira e possível situação de trabalho análogo à escravidão em uma madeireira clandestina, localizada na zona rural de São Félix do Araguaia. Os trabalhos contaram com apoio das equipes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

As diligências que resultaram na descoberta da madeireira clandestina iniciaram no dia 17 de janeiro, após a prisão em flagrante de um homem de 64 anos que estava transportando uma carga de 15 metros cúbicos de madeira ilegal. Após a prisão do suspeito, os policiais da Delegacia de Confresa iniciaram uma investigação minuciosa para identificar a origem da carga.

Durante as diligências, os investigadores descobriram que a extração ilegal era realizada na zona rural de São Félix do Araguaia por meio de uma madeireira que operava de maneira clandestina.

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Com base nas informações levantadas, e buscando coibir crimes ambientais e possíveis violações de direitos trabalhistas, as equipes das delegacias de Confresa, São Félix do Araguaia e Alto Boa Vista, uniram forças à investigação contando com o apoio das equipes da Sema e Politec,

As equipes diligenciaram até local da extração ilegal, onde foi contatada não apenas a situação de crimes ambientais, como também de possível ocorrência de trabalho análogo à escravidão. No entanto, no momento da operação, nenhum suspeito foi encontrado no local, uma vez que ao perceberem a chegada dos policiais acabaram empreendendo fuga pela região de mata.

Segundo o delegado de Confresa, Victor Donizete de Oliveira Pereira, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos no esquema criminoso. “Finalizadas as investigações, o procedimento será devidamente apresentado à justiça, assegurando que todos os responsáveis pelos crimes sejam responsabilizados conforme a legislação vigente”, disse o delegado.

A extração ilegal de madeira é uma prática que causa danos irreparáveis ao meio ambiente e é estritamente proibida. A Polícia Civil reforça o compromisso de combater atividades ilegais que ameacem a flora e a fauna da região, bem como garantir o respeito aos direitos trabalhistas. A população pode colaborar enviando denúncias de atividades suspeitas, contribuindo assim para a preservação do meio ambiente e o combate à criminalidade.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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