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Soldados e oficiais da PM em formação são capacitados em Libras para atendimento de ocorrências

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A Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap) da Polícia Militar ensina a Língua Brasileira de Sinais (Libras) aos 514 novos alunos soldados e oficiais da instituição para a garantia de acessibilidade durante o atendimento de ocorrências a pessoas surdas e com deficiência auditiva.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, afirmou que a instituição investe na preparação dos agentes para atendimentos diversos.

“Hoje somos reconhecidos como uma das polícias militares mais preparadas do país, desde a aplicação de investimentos à formação e capacitação dos profissionais da Segurança Pública. É de extrema importância essa inclusão, principalmente na formação de novos militares para atender nos 142 municípios do estado”, enfatizou.

De acordo com o comandante da Esfap, tenente-coronel Bruno Marcel Souza Tocantins, a disciplina de Libras está inserida na grade curricular de formação e tem como intuito garantir a inclusão de pessoas com deficiência auditiva durante os atendimentos e outras atividades que possam envolver o policial militar. Marcel ressaltou que, quando um profissional da segurança pública tem o conhecimento, mesmo que básico da Língua de Sinais, tem condições de atender um surdo, além de passar tranquilidade e garantir que a vítima terá todos os seus direitos garantidos e preservados por lei.

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“É uma grande conquista para a nossa corporação, trazendo inclusão e capacitando nossos alunos em formação para estarem aptos à verbalização em Libras, cumprindo mais uma etapa da nossa responsabilidade social em prestar um serviço de qualidade à população mato-grossense. É muito importante que os profissionais da segurança pública saibam a Língua Brasileira de Sinais para os atendimentos de ocorrências”, destacou.

O aluno soldado Pedro Henrique de Oliveira Costa contou que a primeira experiência dele com a Língua Brasileira de Sinais foi durante o curso de formação e que a experiência foi enriquecedora e gratificante. Ele pontuou que a capacidade de se comunicar em Libras demonstra respeito pela diversidade e inclusão.

“O estudo da Libras por parte dos policiais militares de Mato Grosso contribui não apenas para a eficácia operacional, mas também para a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária”, pontuou.

A aluna soldado Maria Eduarda de Almeida Silva também teve a oportunidade de aprender Libras pela primeira vez durante o curso de formação.

“Tem sido uma experiência incrível todo esse conhecimento adquiridos durante o curso de formação e é de extrema importância a capacitação para que possamos atender pessoas das mais diversas necessidades. Essa educação promove uma sensação de segurança para pessoas que possuem algum tipo de deficiência auditiva”, avaliou.

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Conforme a professora Nayara Bartolomei, uma das instrutoras de Libras da Esfap, o conhecimento da linguagem de sinais garante um atendimento de todos que precisam do apoio da Polícia Militar.

“O conhecimento mínimo da língua permite a inserção de grupos vulneráveis como os surdos, permitindo a interação deles com o esforço policial durante o atendimento de alguma ocorrência ou até mesmo repassar orientações”, frisou.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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