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Três adultos são presos por tortura e estupro de vulnerável contra criança de 11 anos no nordeste de MT

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O pai de uma criança de 11 anos foi preso nesta terça-feira (26.04), pela Polícia Civil, em Santa Terezinha, no nordeste de Mato Grosso, pelo crime de tortura contra a filha. Além dele, foi preso em flagrante um rapaz de 19 anos por estupro de vulnerável e a madastra da criança por omissão em relação ao estupro.

De acordo com o delegado de Santa Terezinha, Diogo Jobane Neto, as agressões contra a menor ocorreram em um assentamento na zona rural do município. A criança sofreu tortura do pai porque teria dormido fora de casa e ele ainda a agredia com frequência em ocasiões anteriores. As agressões na noite de segunda-feira foram gravadas e servirão como elementos de prova para o inquérito instaurado pela Polícia Civil.

Na noite de segunda-feira, o Núcleo da Polícia Militar recebeu uma denúncia sobre uma situação envolvendo uma menor de idade. A Delegacia da Polícia Civil foi acionada e o militar plantonista e o escrivão Deuzivan Gomes seguiram ao assentamento Porto Velho, onde realizaram as diligências e prenderam em flagrante os suspeitos.

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De acordo com as informações coletadas na localidade, o pai da menina a teria agredido no meio da via pública e bateu a cabeça dela em uma estaca de madeira, depois de retirá-la de um veículo e leva-la para casa. No endereço dos responsáveis, a menor foi encontrada dormindo do lado de fora da residência com mais duas crianças.

Foi apurado que a menina e os irmãos dormiam nesse local, um barraco de tábuas e coberto apenas por palhas e sem nenhuma estrutura, porque a madrasta não queria que os menores ficassem na casa principal para ‘não bagunçar’ a residência. 

Já o adulto suspeito de envolvimento com a menor foi localizado quando conduzia seu veículo e confessou que mantinha um relacionamento com a vítima e que ela era constantemente agredida e maltratada pelo pai.

Todos foram conduzidos para a Delegacia de Santa Terezinha e após procedimentos realizados pelo escrivão Deuzivan e o investigador Gildazio Gomes, os três adultos foram autuados em flagrante pelos crimes de tortura (pai da menor); estupro de vulnerável (adulto que tinha relacionamento com a menina) e a madrasta, que responderá pelo crime de estupro de vulnerável pela omissão imprópria, pois tinha conhecimento da relação da criança com o adulto.

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O Conselho Tutelar foi comunicado e fez o acolhimento institucional da menina e ela foi ouvida pela equipe psicossocial do Centro de Referência em Assistência Social de Santa Terezinha. 

O delegado representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva dos três adultos, que serão apresentados em audiência de custódia da Justiça. 

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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