POLÍCIA
Governo de MT convoca 665 candidatos aprovados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros
POLÍCIA
O Governo de Mato Grosso, por meio das secretarias de Planejamento e Gestão e Segurança Pública, publicou, nesta segunda-feira (17.04), a convocação de 665 candidatos aprovados no concurso público para formação de cadastro de reserva para a Segurança Pública.
“Esses convocados vão colaborar para a melhoria da segurança e da qualidade de vida de todos os mato-grossenses, especialmente no interior, onde o déficit é maior. Junto com os fortes investimentos em equipamentos, veículos e estrutura física, essa convocação faz parte da nossa política de tolerância zero contra a criminalidade”, afirmou o governador Mauro Mendes.
Foram convocados 100 soldados e 15 oficiais do Corpo de Bombeiros, e 515 soldados, 30 oficiais e 5 oficiais do quadro de saúde da Polícia Militar.
“Desde 2019 o Governo do Estado vem aparelhando as policiais com o que há mais moderno em armamentos e recursos tecnológicos. Com o concurso público, demonstra com ações permanentes a preocupação com a Segurança e o compromisso de tornar o Estado mais eficiente no papel de servir a população”, observa o secretário de Segurança Pública, coronel César Augusto Roveri.
A lista com os nomes dos convocados, documentos, exames e declarações necessários conta do Diário Oficial.
Os convocados devem apresentar a documentação exigida de forma física, a partir do dia 24 de abril, para deferimento de matrícula no curso de formação de seus respectivos cargos. Os cursos terão início no dia 3 de julho. O candidato que não se apresentar dentro do prazo, conforme as regras estabelecidas pelo edital, será considerado desistente.
De acordo com o titular da Seplag, Basílio Bezerra, no próximo mês serão nomeados mais 315 aprovados da Polícia Civil, sendo 180 investigadores, 120 escrivães e 15 delegados.
“Esses novos policiais e bombeiros vão preencher uma lacuna de anos e possibilitar grandes avanços das forças de segurança. Este efetivo somará esforços e estratégias de combate à criminalidade desenvolvidas pelo Estado que está em constante movimento de reforço das instituições policiais a fim de bem servir a população”.
Confira os editais de convocação e a lista de documentos exigidos AQUI.
Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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