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Operação Nova Canaã cumpre 29 ordens judiciais em repressão ao tráfico doméstico em pontos que concentram varejo de drogas

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A Polícia Civil deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (29.11), em Rondonópolis, a Operação Nova Canaã para repressão do tráfico doméstico de entorpecentes. Estão em cumprimento 29 mandados judiciais, entre busca e apreensão e prisão preventiva.

A operação é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis. Conforme o delegado Santiago Rozendo Sanches, o objetivo é reprimir as ações criminosas em áreas da cidade que concentram diversos pontos de venda de drogas e usuários, como no centro de Rondonópolis e o bairro Nova Canaã.

A operação é resultado de um extenso trabalho investigativo da Derf, que identificou os traficantes que agem nos locais alvos da operação.

Estão em cumprimento 26 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva na cidades de Rondonópolis e Cuiabá.

Em um dos endereços alvos da operação, as equipes da Polícia Civil localizaram uma fábrica clandestina de uísque.

A operação conta com um efetivo de 60 policiais civis das Delegacias da Regional de Rondonópolis e apoios da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal com o emprego de cães farejadores.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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