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Duas mulheres são presas com pasta base de cocaína pela PRF em Rondonópolis

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Na tarde da última sexta-feira (28 de janeiro), uma equipe da Polícia Rodoviária Federal em Rondonópolis/MT efetuou fiscalização a um ônibus interestadual que fazia rota Cuiabá/MT – Rio de Janeiro/RJ.

No decorrer da fiscalização aos passageiros, foi percebido uma certa ansiedade e agitação de duas passageiras, uma de 24 e outra de 26 anos de idade. Perguntadas sobre o destino e motivo da viagem, uma das mulheres informou ter recebido uma oferta de emprego em Cáceres/MT, porém a outra não soube informar o motivo, apenas que iriam as duas para Ribeirão Preto/SP.

Diante das contradições nas informações, foi solicitado as duas para descerem do ônibus para uma revista em suas bagagens e vestes, momento em que foram localizados, junto ao corpo, na região abdominal, um pacote com cada passageira, contendo ao total 9,72 kg de pasta base de cocaína. Questionadas sobe as drogas, disseram ter pego a droga em localidades diferentes e que uma não conhecia a outra.

Diante dos fatos, as duas mulheres foram detidas, a princípio, pelo crime de tráfico de drogas, sendo encaminhadas para Polícia Civil de Rondonópolis/MT.

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Fonte: PRF MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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