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Central de Processamento Eletrônico se consolida como ferramenta de performance no Primeiro Grau

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No mês de abril deste ano, a 2ª Vara Criminal de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) enfrentava desafios em relação à produtividade. A unidade judiciária não estava classificada no Sistema Omni, utilizado pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) para monitorar o desempenho das unidades, apresentava uma Taxa de Congestionamento de 74,04% e uma performance abaixo do esperado em relação à Meta 2, que consiste em julgar processos mais antigos.
 
No entanto, em apenas dois meses e meio, a situação mudou drasticamente graças à atuação da Central de Processamento Eletrônico (CPE), um braço da Corregedoria. Com o apoio da CPE, a 2ª Vara Criminal de Sorriso conseguiu reduzir a Taxa de Congestionamento para 53,22% e aumentar o cumprimento da Meta 2 de 43% para 82%. Além disso, a vara passou a pontuar no indicador de produtividade monitorado pela Corregedoria e agora está na faixa Prata, em um ranking que começa na faixa bronze e segue com Ouro e Diamante para as melhores pontadas.
 
Para alcançar o sucesso na unidade de Sorriso, a CPE desenvolveu duas frentes de trabalho: a digitalização e inserção das ações no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e apoio à secretaria da vara. Na primeira etapa, a equipe da CPE concentrou-se nos processos com pedidos de Medida Protetiva e nos Auto de Prisão em Flagrante (APF) que estavam com prazos atrasados. Em seguida, na segunda etapa, voltaram-se para os processos relacionados à Meta 2.
 
A gestora da 2ª Vara Criminal de Sorriso, Míriam Borges, relatou que o juiz anterior da unidade decidiu solicitar o apoio da Central após uma correição presencial realizada pela CGJ. Ela destacou a importância da atuação da CPE para alcançar a pontuação no Sistema Omni. “Hoje a atual juíza já pode pensar além do julgamento. E agora ela consegue encaminhar os autores da agressão ao Ministério Público para um trabalho de conscientização contra violência doméstica”, cita. Com os processos em ordem, Míriam Borges demonstrou otimismo em relação à conquista do Ouro, um nível ainda mais alto no indicador de produtividade. “Estamos animados para buscar o Ouro.”
 
A atual juíza da 2ª Vara Criminal de Sorriso, Giselda R.S.O. Andrade, ficou satisfeita ao tomar conhecimento da melhoria nos indicadores e revelou que já havia solicitado o apoio da CPE na comarca anterior. “Já conhecia o trabalho desenvolvido pela Central, quando titular da 2ª Vara de Colíder, que também experimentou uma significativa melhora no desempenho após auxílio da CPE”. A magistrada recomenda a ajuda aos colegas diante dos resultados alcançados. “A Central auxilia de maneira significativa na busca em alcançar as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça e pela CGJ.”
 
Inovação – O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, ressaltou a importância da CPE no atual processo de inovação pelo qual o judiciário de Mato Grosso está passando. Segundo o desembargador, a central já é reconhecida como o “superpoder” do judiciário estadual, sendo capaz de resolver problemas de forma eficiente. “Sempre que surgir algum obstáculo em uma unidade, a CPE pode ser acionada para solucioná-lo”, garantiu.
 
Especialização – O juiz coordenador da CPE, Emerson Cajango, explicou que a Central conta com sete frentes de trabalho especializadas, cada uma atuando em uma área. Essas frentes são compostas por equipes especializadas em atuar nos Núcleos Justiça 4.0; Requisição de Pequeno Valor (RPV) e Precatórios, Área Cível, Área Criminal, Juizados Especiais, Migração e Digitalização de processos; e ainda apoio nas Correições. “Essas equipes especializadas atendem várias unidades judiciárias, cada time focado em uma área de atuação, proporcionando maior eficiência na entrega dos serviços”.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens. Imagem 1 -Painel da evolução da unidade, mostra como estavam os indicadores quando a CPE chegou e como ficaram após o auxílio. Imagem 2 – Uma das equipes da CPE em frente ao Fórum de Sorriso.
 
Alcione dos Anjos/ Fotos Arquivo CPE  
Assessoria de Comunicação da CGJ/TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

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Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

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A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.

“A linguagem deles”

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.



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