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Livro de professora da Rede Municipal de Várzea Grande é tema de reportagem do Jornal Gazeta

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O jornal A Gazeta, em sua edição de domingo, 23 de janeiro, publicou uma reportagem sobre o livro “Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” de autoria da professora Rosana Fátima de Arruda, publicado pela Editora Carlini & Caniato. A obra recebeu recursos da Lei Aldir Blanc e foi lançado durante a realização do IV Seminário de Diversidades e Relações Étnicos-Raciais em novembro de 2021. Na reportagem, a autora conta como foi o trabalho de pesquisa ao longo de sua trajetória pedagógica na Rede Municipal de Várzea Grande que resultou na produção literária.

Segue o texto da reportagem na íntegra:

A professora Rosana Fátima de Arruda, ativista do IMUNE (Instituto de Mulheres Negras) e conselheira do Conselho Municipal Promoção de Igualdade Racial (CMPIR) de Várzea Grande, observou ao longo de mais de duas décadas de trabalho em salas de aula as mais diversas formas de desigualdade racial no ambiente escolar.

Depois de muita pesquisa lançou em 2021 o livro Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios. Rosana conta que, ao refletir sobre a realidade dos alunos negros, percebeu a necessidade de entender as relações sociais que estavam baseadas na cor, no fenótipo.

“Busquei em nível de pós-graduação entender o fato e o que eu poderia fazer para melhorar e o resultado de um dos estudos e ações está posto no livro”, comentou. Rosana atua como professora concursada na Rede Pública Municipal de Várzea Grande há 27 anos. Desde 2009, quando participou de um curso de formação promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem se dedicado às pesquisas sobre o assunto.

Naquele ano, a professora lecionava na EMEB “Nair de Oliveira Correa”, no bairro Mappin. “E foi após assumir a coordenação pedagógica que comecei a perceber que o que acontecia com os alunos negros da minha sala se repetia em toda a escola. Os alunos negros reprovavam e eram os mais agressivos ou os mais retraídos. Ou seja, estar na coordenação me oportunizou algumas reorganizações no trabalho escolar que me consumiram a visão particularizada da sala de aula, para uma visão geral da escola”, relatou.

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O envolvimento com alunos e professores possibilitou à pesquisadora fazer comparações e análises mais gerais do desempenho escolar dos alunos da escola. “Cheguei a algumas conclusões. Evasão dos alunos negros: constatei que a grande maioria tinha familiares desempregados, que nos anos finais havia mais meninas que nos anos iniciais e que a maioria dos alunos agressivos e repetentes eram negros. O histórico familiar oscilava entre morar com avós, tios, pais separados ou não, mas todos tinham a violência como algo em comum”, relatou.

Na análise da professora, os paradigmas e desafios deveriam romper com a prática do negacionismo do racismo, de que vivemos numa democracia racial, de que todos temos as mesmas oportunidades e que o sucesso é marcado pela meritocracia. “É preciso entender e compreender que o racismo (podendo ser manifestado como preconceito, discriminação direta ou indireta, ou até como injuria racial) está presente na vida cotidiana”, alerta Rosana continua: “é preciso educar o nosso olhar para identificar nas nossas relações sociais as relações conflituosas e tensas baseadas na cor e intervir.

Para essas intervenções chamamos de educação para as relações étnico-raciais. Dessa forma garantimos o direito da igualdade racial na educação, saúde, política, esporte, lazer, enfim, porém atrelado a isso, é preciso também considerar as políticas equitativas. As políticas equitativas são os programas, ações que vão dar suporte aos estudantes na correção, justiça no acesso e/ou permanência dos direitos garantido”.

Ter o conhecimento e consciência de que o racismo é estruturante e o combate no campo educacional é a educação das relações étnico-raciais a incentivou a continuar a pesquisa. “Mobilizei a escola para propor algumas mudanças no currículo escolar, então criei um grupo de teatro que aos finais de semana eu os atendia trabalhando algumas técnicas de socialização e respeito. Convidei palestrantes, pessoas especialistas que trabalhavam no Projeto Fortalecer da Promotoria de Justiça (projeto criado para diminuir as faltas das crianças na escola) para palestrar aos pais da escola.

Ainda propus à escola uma rediscussão dos temas a ser abordado e sugeri que um bimestre fosse trabalhado a questão racial e que um dos temas da sala do professor fosse direcionado para esse foco”, contou. Segundo ela, a princípio foi bem aceita entre os professores, porém, com a proximidade do desenvolvimento do tema algumas colocações começaram a surgir: Vamos falar só sobre negros? Como valorizar e fazer as crianças se aceitarem como negras? Como enfocar o candomblé, se uma grande parcela dos alunos é cristã? Hoje o que caracteriza uma pessoa como negra: a cor da pele ou ascendência? “São questionamentos que me incomodaram e que superei com estudos, reflexões e práticas coerentes”.

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Hoje já há uma grande produção de material literário e didático que dá suporte à prática pedagógica antirracista. Para tanto é preciso uma mudança do comportamento, atitude e ações do professor frente aos desafios de introduzir no curricular o ensino das influências e contribuições do povo negro e indígena em paralelo aos conhecimentos europeus já estabelecido, defendeu.

Atualmente, Rosana trabalha com formação continuada de professores na área de ciências humanas (anos iniciais e finais), tendo como temática: “BNCC e a diversidade étnicoracial”. “Desenvolvo na prática o que ensino, pois, também atuo na EJA, e diariamente trabalho com a desconstrução das relações sociais marcadas pelo racismo ao incluir na prática pedagógica a Educação das relações étnico-raciais e saberes e conhecimentos ligados a conteúdo da história e cultura afro-brasileiros, indígenas e africanos”, disse.

O objetivo dos cursos é preparar o professor para atuar com as diferentes etnias presentes nas escolas municipais. Os professores e coordenadores têm atuado na inclusão de alunos de diferentes nacionalidades. “Posso citar a inclusão de uma estudante haitiana que foi alfabetizada numa escola do município, ela era a tradutora do português para a sua mãe. Outra experiência, foi a participação do aluno boliviano no atendimento da escola em tempo integrado (ETA), enfim, são muitos as boas práticas em educação étnico-racial e a formação é essencial”, diz.

O livro “Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” contou com recursos da Lei Aldir Blanc por meio do edital Nascentes e foi distribuído em todos os estabelecimentos escolares (municipal e estadual) de Várzea Grande, às bibliotecas e universidades. O livro possui uma linguagem acessível, conceitos sobre o fenômeno do racismo, estratégias de práticas antirracistas para fazer parte do PPP e os caminhos que os municípios podem tomar para estabelecer políticas públicas e fortalecer o currículo escolar.

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Verifique os pontos abertos da semana de 16 a 21 de maio para vacinação contra covid-19 em Várzea Grande

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Nesta semana, de 16 a 21 de maio, a secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande, disponibilizou pontos para vacinação contra a Covid-19 em crianças, adolescentes, adultos além dos idosos. Ao todo são 11 pontos abertos para vacinar adolescentes e adultos situados em Unidades Básicas de Saúde. O ponto do Várzea Grande Shopping continua aberto. A Clínica de Atenção Primária à Saúde do Parque do Lago é o ponto exclusivo desta semana para vacinar crianças de 5 a 11 anos.

Como explica o secretário Municipal de Saúde, Gonçalo de Barros, a cada semana o ponto de vacinação para crianças muda, conforme o planejamento realizado pelas equipes técnicas, em contemplar todas as regiões da cidade, levando em consideração densidade populacional e fazer chegar a vacina mais próxima das famílias várzea-grandenses, facilitando para os pais e responsáveis pela criança, em fornecer o serviço nas comunidades.

Pontos abertos de vacinação contra a covid-19 para semana de 16 a 21 de maio: ESF do bairro  Água Vermelha; Centro de Saúde Nossa Senhora da Guia; Clínica de Atenção Primária à Saúde 24 de Dezembro; UBS Cabo Michel;  Centro de Saúde Aurília Curvo; ESF São Mateus; Clínica de Atenção Primária à Saúde Jardim Glória; Clínica de Atenção Primária Saúde do bairro Cristo Rei; ESF Manaíra, Centro de Saúde Ouro Verde e Clínica de Atenção Primária à Saúde do bairro Marajoara. 

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A Unidade de Saúde exclusiva para vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, é a situada no bairro Parque do Lago, na Clínica de Atenção Primária à Saúde, e funcionará no horário das 8h às 11h e das 13h às 16h.

O Ponto fixo no Várzea Grande Shopping – ‘Vacinação Cidadã’- continua funcionando, no horário das 10h às 18h, e a vacinação será aplicada em adultos e adolescentes, além da aplicação da quarta dose para idosos com 70 anos a mais. O ponto funciona no Espaço do Centro Estadual de Cidadania, Piso 1, no Várzea Grande Shopping.

Conforme dados da Vigilância em Saúde de Várzea Grande, o Município aplicou, até a data do dia 10 de maio, o total de 483.239 doses da vacina contra a covid-19. Deste total, 225.062 foram aplicações da primeira dose. Segunda dose 178.262, terceira dose 79.051 e quarta dose 864.

O prefeito, Kalil Baracat, ressalta que é importante todos completarem o ciclo vacinal, conforme as recomendações do Plano Nacional de Vacinação, vez que a transmissão da doença continua em grande escala, porém com índices baixos de ocorrências de mortes pela doença. “As ocorrências de mortes diminuíram por causa da vacina, então é importante todos irem aos pontos divulgados para completarem o ciclo vacinal. Só assim todos estarão protegidos e principalmente as crianças. O inverno chegou e também é importante vacinar contra a gripe. Todas as unidades básicas de saúde do nosso município possuem doses disponíveis para idosos acima de 60 anos e os grupos contemplados”, alertou Kalil.

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