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Subcomissão quer mais investimentos e educação ambiental pelo Pantanal

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Subcomissão Permanente do Bioma Pantanal (CMABIOPAN), apresentou nesta quinta-feira (5) o relatório da diligência feita em novembro para avaliar os impactos da estiagem e dos incêndios no Pantanal. Entre as conclusões, ele destacou que novas regras para o uso do fogo e a diversificação econômica da região precisam ser implementadas.

Wellington disse também que o combate aos incêndios no Pantanal não é tarefa de um único governo ou instituição, mas sim uma responsabilidade coletiva. Porém, ressalvou que o conhecimento da realidade local é imprescindível para lidar com a questão.

— A antecipação da proibição do uso do fogo para o mês de junho de 2025 é uma demanda crucial. Essa autorização deve ser concedida pelo órgão ambiental responsável no estado, e não a nível nacional, uma vez que quem está no estado é que sabe o momento mais adequado para isso. A janela para fazer essa queima autorizada não pode ocorrer antes das primeiras chuvas — advertiu.

Conscientização 

Senadores membros das comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Educação (CE) estiveram no Mato Grosso entre 21 e 23 de novembro. Na visita, os parlamentares aprenderam sobre a relação direta entre o uso do fogo e a ocupação de terras: áreas abandonadas ou mal ocupadas na região são mais suscetíveis aos incêndios florestais.

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Wellington falou sobre a desigualdade socioeconômica que persiste na região, com a necessidade de diversificação da economia local a partir da criação de alternativas sustentáveis para as comunidades que dependem da pecuária e agricultura. 

— Durante a diligência, nos foi apresentado um projeto desenhado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso para o estabelecimento de um centro de inovação e educação ambiental em Poconé. Essa medida oferecerá para a população local alternativas sustentáveis para melhorar a qualidade de vida e, assim, preservar o Pantanal — exemplificou. 

O senador pediu um trabalho conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para regular as queimadas prescritas. Para ele, essa deve ser uma prioridade para garantir que as queimadas sejam feitas de forma sustentável, sem comprometer a saúde do bioma.  

Bombeiros 

Outro ponto destacado por Wellington foram as ações realizadas pelos bombeiros do estado, “fundamentais” no combate aos incêndios, segundo ele. O senador chamou a atenção para a necessidade “urgente” de mais recursos e equipamentos especializados para a corporação. 

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— É preciso adquirir novos helicópteros e também drones para o monitoramento em tempo real da região. Além disso, é importante fortalecer as ações de educação e conscientização ambiental já realizadas, que impactaram mais de 24 mil pessoas — afirmou.  

Estatuto do Pantanal 

Wellington defendeu também a aprovação do Estatuto do Pantanal (PL 5.482/2020), projeto de lei de sua autoria que unifica a legislação para garantir a proteção do bioma. 

— Esse é um passo fundamental para garantir uma legislação específica que preserve e proteja esse ecossistema. O Estatuto visa promover ações de conservação e garantir políticas públicas eficazes. Já o aprovamos no Senado e a urgência da matéria foi aprovada na Câmara. Agora aguardamos a designação do relator pelo presidente da Casa, Arthur Lira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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