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Professora Dorinha Seabra vai presidir a CDR

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A senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) foi eleita nesta quarta-feira (19) para presidir a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) no biênio 2025-2026. A comissão terá como vice-presidente o senador Jorge Seif (PL-SC).

Dorinha apontou como desafio para os próximos dois anos a redução das desigualdades e a busca de equilíbrio em um país “tão diverso e extenso” como o Brasil.

— Esta comissão tem o potencial de trabalhar de maneira articulada na construção de políticas públicas que levem ao desenvolvimento regional. Temos a previsão dos fundos constitucionais, que podem e devem fazer muito pelo país. Vamos trabalhar articulados com todos os ministérios. A nossa tarefa é enxergar o Brasil do jeito que ele é, com suas desigualdades e diferenças, mas, ao mesmo tempo, com as potencialidades que nós temos – afirmou.

A escolha de Dorinha para presidir o colegiado foi saudada pelos senadores Efraim Filho (União-PB) e Augusta Brito (PT-CE). A reunião foi presidida pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), que presidiu a CDR no biênio passado.

Maria Auxiliadora Seabra Rezende tem 60 anos e é professora universitária. Ela foi secretária de Educação e Cultura do Tocantins entre os anos de 1998 e 2009. Foi eleita deputada federal pelo Tocantins pela primeira vez em outubro de 2010 e cumpriu três mandatos antes de chegar ao Senado, em 2023. Na Câmara dos Deputados foi presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação e líder da bancada feminina.

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Atribuições

A CDR tem 17 membros titulares e 17 suplentes, e se reúne nas quartas-feiras à tarde. A comissão opina sobre temas como desigualdades regionais, políticas de desenvolvimento regional, integração e políticas para o turismo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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