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Plínio questiona contratos para gestão de terras indígenas

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou contratos firmados pelo Ministério dos Povos Indígenas com a multinacional Ambipar. Segundo ele, a empresa foi beneficiada com contratos sem licitação que somam aproximadamente R$ 480 milhões para atuar em territórios indígenas. O parlamentar afirmou no Plenário, nesta quarta-feira (19), que solicitará a convocação da ministra Sonia Guajajara para prestar esclarecimentos sobre os acordos.

O senador questionou o fato de a empresa que apresentou o menor valor ter sido desclassificada no processo de licitação. Ele mencionou ainda a valorização das ações da multinacional antes do anúncio oficial do contrato e afirmou que esse crescimento atípico exige esclarecimentos.

— Ambipar é uma multinacional que vai lucrar com isso aqui no crédito de carbono. Três mil por cento subiram as ações só na semana que antecedeu esse anúncio — declarou.

O parlamentar também alertou para os impactos da concessão de 14% do território nacional a uma empresa privada, afirmando que isso pode comprometer a soberania sobre a região. Ele levantou suspeitas sobre o modelo de gestão que a empresa vai aplicar nos territórios indígenas. Plínio apontou que os contratos incluem conservação ambiental, destinação de resíduos e outros serviços, sem um controle claro sobre execução.

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— Tudo isso abre caminho para negócios escusos, inclusive a exploração indevida dos nossos recursos minerais — afirmou.

O senador afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) deve atuar com imparcialidade e rigor na fiscalização dos recursos públicos. Ele destacou que “não pode haver seletividade nas investigações nem distinção sobre quem deve ser cobrado”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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