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Moro questiona quarentena a magistrados e militares no novo Código Eleitoral

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O senador Sérgio Moro (União-PR) fez um pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (2) para manifestar preocupação com trechos do projeto de atualização do Código Eleitoral que, segundo ele, restringem de forma arbitrária os direitos políticos de categorias como juízes, membros do Ministério Público, policiais, militares e guardas municipais. Para o senador, a proposta promove um tratamento discriminatório em relação a esses profissionais e contradiz princípios democráticos.

O projeto de lei complementar que atualiza o Código Eleitoral (PLP 112/2021) está em discussão na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). O texto prevê um período de quarentena para que policiais, juízes, promotores, até mesmo guardas municipais possam concorrer a eleição após deixar o cargo. O projeto prevê um prazo de quarentena de quatro anos, para que, por exemplo, um policial, deixando o seu cargo, possa se apresentar ao eleitor como um candidato.

Os argumentos colocados, a meu ver, não se justificam. A ideia é de pensar em colocar um mecanismo para evitar que se possa abusar do cargo para se ganhar projeção política. (…) Vamos dizer aqui a verdade, o pior não é o policial, ou o magistrado, ou o promotor, ou o militar que deixa o cargo profissional para ir para a política; o pior são aqueles que não deixam os seus cargos e ficam exercendo, ou ficam praticando, com o desvio, com alguma espécie de interesse político-partidário — criticou o parlamentar, que apresentou requerimento para a realização de audiências públicas sobre o tema.

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Moro também questionou o trecho que altera o tempo de inelegibilidade para pessoas condenadas criminalmente. Segundo ele, a nova redação permitiria que o período de inelegibilidade começasse a ser contado a partir da condenação por órgão colegiado, o que poderia beneficiar criminosos condenados. Enquanto isso, afirmou o senador, o projeto amplia restrições para profissionais que exercem funções de Estado.

O parlamentar defendeu mudanças no projeto e cobrou sensibilidade do relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI) para ajustar os pontos mais polêmicos. Caso contrário, adiantou que votará contra a proposta. O novo Código Eleitoral, depois de votado na CCJ, ainda devera ser votado pelo Plenário do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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