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Moro critica governo por crise econômica e aumento da violência

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Em discurso no plenário nesta quarta-feira (19), o senador Sergio Moro (União-PR) criticou o governo federal e atribui à atual gestão a responsabilidade por dificuldades econômicas e pelo aumento da criminalidade no país. Segundo ele, a inflação de alimentos reduziu o poder de compra da população, enquanto a elevada taxa de juros inibe investimentos produtivos. O parlamentar classificou a situação como resultado de um “descontrole fiscal” e questionou os impactos dessas políticas no futuro do Brasil.

— Tudo isso é decorrente da falta de liderança ou até da má liderança que temos no país. E tendo nós, infelizmente, como presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] alguém que foi condenado criminalmente no passado e teve sua condenação anulada sem justificativa jurídica — afirmou.

Moro também alertou para a escalada da violência e a crescente atuação do crime organizado. Ele citou o recente ataque a uma delegacia em Duque de Caxias (RJ) e casos de violência urbana, como o latrocínio de um ciclista durante um assalto em Paraisópolis, na capital paulista, para ilustrar a sensação de insegurança que atinge a população.

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Lava Jato

O parlamentar criticou ainda a anulação de condenações da Operação Lava Jato e mencionou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as sentenças do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Para Moro, a decisão desconsidera provas e confissões obtidas durante a operação.

— Se tem uma pessoa que confessou os crimes, devolveu dinheiro e ainda disse que esse dinheiro era fruto de suborno, como se justifica uma anulação anos depois? Uma canetada de um ministro do Supremo ignorou todos os fatos e provas, baseando-se em uma suposta alegação de conluio entre juiz e Ministério Público — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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