POLITÍCA NACIONAL
Conselheiros destacam estímulo ao debate plural no CCS
POLITÍCA NACIONAL
O Conselho de Comunicação Social (CCS) realizou nesta segunda-feira (7) sua última reunião, com a mesma composição (a sexta desde que foi instituído). O presidente Miguel Matos, em seu pronunciamento final, avaliou que o ciclo que se encerra reafirmou o papel da comunicação social para o fortalecimento da democracia. Ele também lembrou o papel estratégico do conselho e o compromisso de “manter viva a chama do debate plural”.
Matos mencionou a comemoração do Dia do Jornalista em 7 de abril e a importância da data para a construção de uma sociedade informada e crítica.
— O Dia do Jornalista carrega o peso da História e celebra não apenas uma profissão, mas uma postura diante do mundo: a de quem escolhe enfrentar o poder com a força da palavra, da investigação e da verdade.
No balanço feito por integrantes atuais do CCS, João Camilo Júnior cumprimentou Matos por sua liderança democrática e técnica; Fabio Andrade chamou a atenção para o diferencial das audiências públicas regulares no período; Maria José Braga afirmou que o CCS é um espaço privilegiado para o debate público e o respeito às divergências; Davi Emerich ressaltou a qualificação dos debates na atual gestão do CCS; e Sonia Santana definiu as reuniões como espaço de aprendizado e respeito mútuo.
Outros participantes também se pronunciaram: a vice-presidente Patrícia Blanco disse esperar que a nova composição mantenha o trabalho por uma sociedade mais ética; José Antônio de Jesus da Silva saudou o espaço para os radialistas nas discussões do colegiado; Marcus Bennett definiu as audiências públicas como relevantes e instrutivas; Rafael Soriano considerou positiva a grande participação do público nas audiências; Valderez Donzelli enalteceu o trabalho proveitoso do CCS; e, para Angela Cignachi, o conselho mostrou que o diálogo respeitoso é possível.
Matos acrescentou o seu apoio à continuidade do modelo de audiências públicas.
— Tem muita coisa para ser discutida em comunicação. A gente nem de longe tratou de tudo, e seria muito interessante que esse conselho seja rapidamente recomposto. (…) Tem muita coisa profunda para discutir, e as pessoas acabam tendo muito consenso em relação a vários temas — disse ele.
Conselho
Composto por 13 conselheiros titulares e 13 suplentes, o CCS é um colegiado do Congresso Nacional que realiza estudos, pareceres, recomendações e outras solicitações a respeito do tema da comunicação social no Brasil.
Os conselheiros são eleitos pelo Congresso entre nomes indicados por entidades representativas dos setores da comunicação social.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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