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Congresso valoriza tradição e reconhece importância cultural do Carnaval

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Recentes iniciativas do Congresso Nacional reconhecem o Carnaval como valiosa manifestação cultural do Brasil. Nesta semana, a Câmara aprovou a criação do Dia da Axé Music (17 de fevereiro), ritmo musical surgido no carnaval baiano há 40 anos.

O PL 4.187/2024, da deputada Lídice da Mata (PSB-BA), ex-senadora, deve ser votado em breve pelo Senado.

A deputada explica que a axé music é uma fusão de vários ritmos, como frevo, ijexá, samba, reggae, salsa, rock e lambada, com percussão marcante e guitarras baianas e se transformou em elemento central do carnaval.

“Artistas como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Saulo Fernandes e grupos como Chiclete com Banana, Asa de Águia e Banda Mel se tornaram ícones do gênero, ajudando a elevar a Axé Music às paradas musicais nacionais e a fortalecer a indústria fonográfica brasileira”, registra Lídice.

Escolas e bloquinhos

Publicada no ano passado, a Lei 14.845 reconhece os blocos e as bandas de carnaval como manifestações da cultura nacional

Com essa lei, o poder público é obrigado a garantir a livre atividade e a proteção de blocos e bandas de carnaval, seus desfiles, músicas, práticas e tradições. Em 2023, a Lei 14.567 já havia dado o mesmo status às escolas de samba.

Essas duas leis tiveram origem em projetos de lei da deputada Maria do Rosário (PT-RS) aprovados por Câmara e Senado e sancionados pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a autora dos projetos, o Carnaval brasileiro mobiliza toda a sociedade pela música e pela dança. Gera emprego e renda tanto nas escolas de samba quanto nos blocos e bandas.

“Nos municípios menores os carnavais de rua geralmente realizam suas festas a partir de blocos e bandas, que tomam conta de suas ruas e possibilitam uma imensa confraternização e alegria nessas comunidades”, afirma Maria do Rosário.

Carnaval de Salvador

No Senado deve ser votado ainda este ano um projeto aprovado na Câmara que reconhece como manifestação cultural o Carnaval de Salvador, na Bahia (PL 4.191/2023). O projeto aguarda escolha de relator na Comissão de Educação e Cultura (CE).

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A autora é a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Ela afirma que o Carnaval da capital baiana é uma das maiores expressões da cultura popular brasileira e também tem relevância social, comunitária e econômica. 

O senador da Bahia Otto Alencar (PSD-BA) disse à Agência Senado na quinta-feira (27) que o Carnaval envolve cultura, música, dança, turismo, críticas sociais e políticas e defesa da paz, entre outros.

— Carnaval é cultura, Carnaval é festa. É uma atração turística muito importante, mostrando a nossa arte e música. (…) Eu gosto muito de Carnaval porque eu gosto da alegria e também é um período de desabafo das pessoas que querem criticar, que querem mostrar caminhos que estão sendo traçados de forma incorreta, às vezes por uma prefeitura ou por um governador, até por um presidente, é um direito da expansão do grito de liberdade que as pessoas, de forma soberana, fazem nas ruas e nas avenidas das cidades.

Otto Alencar ressaltou também a necessidade da divulgação da cultura da paz na festa. Ele destacou a trajetória do bloco Filhos de Gandhi, de Salvador, que “desfralda a paz, a harmonia e a tranquilidade, com alegria no coração”. Ele lembrou que os carnavais do passado não tinham violência e defendeu que “o que se pode fazer na promoção do Carnaval é levar a bandeira da paz”. 

— É um Carnaval em cada esquina e é cada pessoa mostrando tudo aquilo que transforma esse momento tão feliz do povo brasileiro em uma marca internacional de atração para todos aqueles que querem conhecer o melhor Carnaval do mundo que é o Carnaval da Bahia e do Brasil. Tem outros carnavais, do Rio também não fica muito atrás.

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Carnatal

Os senadores também vão analisar o projeto que inclui o Carnatal, da cidade de Natal (RN), no calendário turístico oficial do Brasil (PL 3.034/2023). A proposta espera definição de relatoria na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR).

O autor, o deputado Paulinho Freire (União-RN), explica que o Carnatal é uma micareta (carnaval fora de época) que acontece anualmente no começo de dezembro na Arena das Dunas, na capital potiguar.

Carnaval de Pernambuco

Aguarda votação na Câmara um projeto de lei da senadora Teresa Leitão (PT-PE), já aprovado no Senado, que reconhece o Carnaval de Pernambuco como manifestação cultural nacional (PL 423/2023). 

Ela afirma que a festa no estado reúne culturas populares e “pessoas das mais diversas classes sociais, de diferentes gêneros e etnias, que celebram, com particular liberdade artística e ludicidade, algumas das mais antigas manifestações culturais do país”.

Cultura carnavalesca

Também já são reconhecidos em lei como manifestações da cultura brasileira o Carnaval de Nova Russas, no estado do Ceará (Lei 14.603), e o Carnaval de Aracati, também no CE (Lei 14.279).

No ano passado, a Lei 14.834 criou o Dia da Mulher Sambista (13 de abril) e a Lei 15.018 criou o Dia do Maracatu (1º de agosto).

Riqueza cultural

Diversos ritmos do carnaval brasileiro estão registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônios culturais do Brasil: Frevo, Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto, Samba do Rio de Janeiro e Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

Além desses, o Iphan também atua na preservação e proteção do Cavalo-Marinho, do Tambor de Crioula e do Caboclinho de Pernambuco.

Músicas clássicas de Carnaval fazem parte do acervo da Rádio Senado e podem ser ouvidas no site da emissora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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