POLITÍCA NACIONAL
Comissões do Senado apresentam mais de R$ 48 bilhões em emendas ao Orçamento
POLITÍCA NACIONAL
As comissões permanentes do Senado definiram nesta semana as emendas a serem apresentadas ao projeto de Lei Orçamentária Anual de 2025 (PLOA — PLN 26/2024). O prazo para a entrega das proposições à Comissão Mista de Orçamento (CMO) terminou na quarta-feira (4). As sugestões de despesas ultrapassam R$ 48 bilhões e serão analisadas pelo relator-geral do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA). As emendas de comissão não são de execução obrigatória.
Todas as comissões permanentes podem oferecer emendas coletivas à proposta orçamentária. São oito emendas, sendo quatro de apropriação e quatro de remanejamento para cada colegiado.
Os dois tipos de emendas têm como objetivo o acréscimo de dotação em programação já existente no PLOA ou a inclusão de nova programação. A diferença entre elas está na fonte dos recursos.
As emendas de apropriação usam uma reserva prevista no parecer preliminar, enquanto as de remanejamento têm como fonte exclusiva a anulação de dotações constantes do projeto de lei. Outra diferença é que as emendas de remanejamento só podem propor acréscimos ou cancelamentos no âmbito do mesmo órgão orçamentário e no mesmo tipo de despesa.
A votação do PLN 26/2024 na CMO está prevista para o dia 12 de dezembro. A matéria deve ser levada ao Plenário do Congresso Nacional no dia seguinte.
LDO
Alguns dos colegiados também aprovaram emendas ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 (PLN 3/2024), que orienta a elaboração do Orçamento. É o caso da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), da Comissão de Esporte (CEsp) e da Comissão de Meio Ambiente (CMA).
A CMA, por exemplo, aprovou iniciativas como “Prevenção e Controle de Incêndios Florestais nas Áreas Federais Prioritárias”; “Gestão do Uso Sustentável da Biodiversidade e Recuperação Ambiental”; e “Implementação de Programas, Planos e Ações para Melhoria da Qualidade Ambiental”.
As demais devem concluir até o dia 10, prazo final definido pelo relator da LDO, senador Confúcio Moura (MDB-RO). Cada comissão pode apresentar três sugestões de metas.
Confira as emendas aprovadas |
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| Assuntos Econômicos (CAE) |
R$ 200 milhões: promoção do desenvolvimento industrial R$ 350 milhões: promoção do desenvolvimento de micro e pequenas empresas, microempreendedor individual, potencial empreendedor e artesanato R$ 50 milhões: fomento e fortalecimento da economia solidária, associativismo e cooperativismo R$ 100 milhões: municípios verdes e promoção do desenvolvimento da economia verde, descarbonização e bioindústria Total: 700 milhões |
| Assuntos Sociais (CAS) |
R$ 1 bilhão: estruturação da rede de serviços e fortalecimento da gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas) R$ 3 bilhões: incremento temporário ao custeio dos serviços de atenção primária à saúde para cumprimento de metas R$ 3 bilhões: estruturação de unidades de atenção especializada em saúde R$ 3 bilhões: incremento temporário ao custeio dos serviços de assistência hospitalar e ambulatorial para cumprimento de metas Total: R$ 10 bilhões * O colegiado também aprovou duas emendas de remanejamento. São elas: R$ 10 milhões para estruturação da rede de serviços de atenção primária à saúde e saúde bucal e R$ 50 milhões para assistência médica qualificada e gratuita a todos os níveis da população e desenvolvimento de atividades educacionais e de pesquisa no campo da saúde. |
| Comunicação e Direito Digital (CCDD) |
R$ 900 milhões: apoio a iniciativas e projetos de inclusão digital R$ 9,9 milhões: adequação de ativos de infraestrutura das organizações militares R$ 1 bilhão: implantação de infraestrutura de rede de comunicação de dados para inclusão digital R$ 40 milhões: promoção do desenvolvimento de micro e pequenas empresas, microempreendedor individual, potencial empreendedor e artesanato Total: 1,95 bilhão |
| Constituição e Justiça (CCJ) |
R$ 1 bilhão: desenvolvimento de políticas de segurança pública, segurança e enfrentamento à criminalidade R$ 150 milhões: promoção da Política Nacional de Justiça R$ 535 milhões: democratização do acesso à justiça e à cidadania R$ 200 milhões: articulação de política pública sobre drogas Total: 1,88 bilhão |
| Ciência e Tecnologia (CCT) |
R$ 500 milhões: fomento à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico R$ 500 milhões: apoio a projetos e eventos de educação, divulgação e popularização da ciência e educação científica R$ 500 milhões: fomento ao desenvolvimento tecnológico e à inovação nas empresas e nas cadeias produtivas R$ 140 milhões: apoio logístico à pesquisa científica na antártica Total: 1,64 bilhão |
| Defesa da Democracia (CDD) |
R$ 900 milhões: apoio a iniciativas e projetos de inclusão digital R$ 9,95 milhões: adequação de ativos de infraestrutura das organizações militares R$ 1 bilhão: implantação de infraestrutura de rede de comunicação de dados para inclusão digital R$ 40 milhões: promoção do desenvolvimento de micro e pequenas empresas, microempreendedor individual, potencial empreendedor e artesanato Total: 1,95 bilhão |
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R$ 260 milhões: promoção e defesa dos direitos humanos para todos e reparação de violações R$ 150 milhões: promoção e defesa dos direitos das pessoas com deficiência R$ 400 milhões: apoio à implementação de políticas para quilombolas, comunidades tradicionais de matriz africana, povos de terreiro e ciganos R$ 320 milhões: apoio às iniciativas de prevenção, acesso à justiça e enfrentamento à violência contra as mulheres Total: 1,13 bilhão |
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| Desenvolvimento Regional (CDR) |
R$ 2 bilhões: apoio a projetos de desenvolvimento sustentável local integrado R$ 2 bilhões: apoio a projetos de infraestrutura turística R$ 4 bilhões: apoio à política nacional de desenvolvimento urbano voltado à implantação e qualificação viária R$ 4 bilhões: apoio à implantação, ampliação ou melhorias de infraestruturas de oferta de água para segurança hídrica (ministério da integração) Total: 12 bilhões * O colegiado também aprovou emendas de remanejamento: R$ 150 milhões para manutenção de contrato de gestão com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur); R$ 187 milhões para apoio à Política Nacional de Desenvolvimento Urbano voltado à Implantação e Qualificação Viária; R$ 168 milhões para apoio a projetos de Desenvolvimento Sustentável Local Integrado; R$ 89 milhões para apoio à produção habitacional de interesse social |
| Educação (CE) |
R$ 1,39 bilhão: apoio ao desenvolvimento da educação básica R$ 2 bilhões: apoio à infraestrutura para a educação básica R$ 274 milhões: apoio à consolidação, reestruturação e modernização das instituições federais de ensino superior R$ 216 milhões: promoção e fomento à cultura brasileira Total: 3,88 bilhões |
| Esporte (CEsp) |
R$ 300 milhões: apoio à implantação e modernização de infraestrutura para esporte amador, educacional, recreativo e de lazer R$ 300 milhões: desenvolvimento de atividades e apoio a programas, eventos e projetos de esporte amador, educação, lazer e inclusão social R$ 300 milhões: promoção e desenvolvimento do paradesporto nacional R$ 200 milhões: apoio a projetos de excelência esportiva nas fases de especialização e aperfeiçoamento Total: 1,1 bilhão |
| Infraestrutura (CI) |
R$ 130 milhões: adequação de travessia urbana — Ariquemes — na BR-364/RO R$ 300 milhões: construção de trecho rodoviário — Divisa MA/PI – Entr. BR-135(A)/235(A) (Bom Jesus) — na BR-330/PI R$ 370 milhões: estudos, projetos e planejamento de infraestrutura de transportes R$ 140 milhões: adequação de trecho rodoviário — Navegantes – Rio do Sul – na BR-470/SC Total: R$ 940 milhões * O colegiado aprovou as seguintes emendas de remanejamento: R$ 300 milhões — Adequação de Trecho Rodoviário — Bataguassu – Porto Murtinho – na BR 267/MS; R$ 50 milhões — Conservação e Recuperação de Ativos de Infraestrutura da União — Na Região Hidrográfica Amazônica; R$ 230 milhões — Intervenções para Recuperação e Restauração de Rodovias Federais na Região Nordeste; R$ 50 milhões — Intervenções para Recuperação e Restauração de Rodovias Federais na Região Centro-Oeste. |
| Meio Ambiente (CMA) |
R$ 400 milhões: prevenção e controle de incêndios florestais nas áreas federais prioritárias R$ 300 milhões: implementação de programas, planos e ações para melhoria da qualidade ambiental R$ 300 milhões: gestão do uso sustentável da biodiversidade e recuperação ambiental R$ 300 milhões: implementação e monitoramento da política nacional sobre mudança do clima Total: 1,3 bilhão |
| Agricultura (CRA) |
R$ 400 milhões: pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias para a agropecuária R$ 1,5 bilhões: fomento ao setor agropecuário R$ 1 bilhão: reforma agrária e governança fundiária R$ 190 milhões: estruturação produtiva, promoção e fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia Total: 3 bilhões * As seguintes emendas de remanejamento foram aprovadas: R$ 125 milhões para Estruturação e Dinamização de Atividades Produtivas – Rotas de Integração Nacional e Bioeconomia e R$ 125 milhões para apoio a Projetos de Desenvolvimento Sustentável Local Integrado) – Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. |
| Relações Exteriores (CRE) |
R$ 1,286 bilhão: aquisição de aeronaves de caça e sistemas afins (Projeto FX-2 da Aeronáutica). R$ 180 milhões: fiscalização da navegação aquaviária (Marinha) R$ 398 milhões implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON, Exército) R$ 120 milhões: cooperação humanitária internacional e participação da sociedade civil, do Itamaraty Total: 1,98 bilhão |
| Segurança Pública (CSP) |
R$ 2 bilhões: desenvolvimento de políticas de segurança pública, prevenção e enfrentamento à criminalidade R$ 405 milhões: antes que aconteça – apoio e estruturação de políticas para mulheres R$ 1 bilhão: policiamento, fiscalização, enfrentamento à criminalidade e corrupção R$ 84 milhões: implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) Total: 3,489 bilhões |
| Transparência e Defesa do Consumidor (CTFC) |
R$ 300 milhões: proteção e defesa do consumidor R$ 30 milhões: representação judicial e extrajudicial da união e suas autarquias e fundações federais R$ 302 milhões: auditoria governamental, transparência, integridade e enfrentamento da corrupção R$ 500 milhões: apoio e fomento a projetos de defesa de direitos difusos Total: 1,132 bilhão |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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