POLITÍCA NACIONAL
CCDD aprova criação da Frente Parlamentar da Cibersegurança
POLITÍCA NACIONAL
Durante a sessão desta quarta-feira (27), os senadores da Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) aprovaram a criação da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética (PRS 48/2024). Por se tratar de um projeto de resolução, ele vai agora para a Comissão Diretora, formada pelos senadores que compõem a Mesa do Senado. Depois, será votado no Plenário.
A medida foi proposta pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), que é presidente da Subcomissão Permanente de Defesa Cibernética da Comissão de Relações Exteriores (CREDC). A Frente poderá ser integrada por senadores e por deputados federais. Entre as atividades previstas estão o estímulo a parcerias entre o poder público e a indústria de cibersegurança e a promoção de debate sobre a criação de uma agência reguladora nacional responsável responsável pela defesa cibernética da infraestrutura nacional.
Relator da proposta, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) elogiou a iniciativa.
— O projeto é extremamente relevante e oportuno. Ele dá continuidade às iniciativas de fortalecimento da segurança e defesa nacional. A criação da frente demonstra a atenção do Congresso Nacional às necessidades do país em resguardar a infraestrutura digital e garantir a proteção dos cidadãos — defendeu ele durante a reunião da CCDD.
Na justificativa de criação da Frente, ele afirma que o crime cibernético encontra-se entre as maiores preocupações da comunidade internacional e apresenta os maiores desafios para as próximas décadas.
“É incontestável a quantidade excessiva de ataques cibernéticos sofridos pelo país nos últimos anos, com prejuízos avassaladores aos setores públicos ou privados”, justifica.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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