POLÍTICA MT
Júlio Neto rebate Ananias e acusa presidente do PL de ingratidão com família Campos
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úlio Neto, filho do deputado estadual Júlio Campos, reagiu publicamente às declarações de Ananias, presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, sobre a atuação da família Campos na campanha de Wellington Fagundes. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele contestou as críticas e afirmou que sua família esteve presente na campanha, pedindo votos para o candidato ao governo do Estado.
Na manifestação, Júlio Neto questionou o envolvimento de Ananias durante o período eleitoral e afirmou que não viu o dirigente pedir votos para Wellington Fagundes. Em contrapartida, sustentou que integrantes da família Campos participaram ativamente da campanha, mesmo sem estrutura adequada e com poucos materiais de divulgação.
“Você larga de ser ingrato”, declarou Júlio Neto ao se dirigir ao presidente estadual do PL. Ele também rejeitou a possibilidade de responsabilizar a família Campos pelo resultado eleitoral.
Apoio a Wellington apesar de divergências partidárias
Júlio Neto afirmou que a família poderia ter seguido outro caminho político, apoiando Mauro Mendes ao Senado e Otaviano Pivetta ao governo, candidaturas alinhadas ao grupo político do União Brasil. Segundo ele, a decisão de apoiar Wellington Fagundes foi motivada pela relação política construída ao longo de décadas.
O filho do deputado lembrou que a ligação com Wellington começou em 1990, quando o atual candidato ainda atuava como técnico rural em Rondonópolis e disputou seu primeiro mandato de deputado federal pelo PL.
Segundo Júlio Neto, essa relação histórica pesou na decisão de apoiar Wellington, mesmo diante das diferenças entre os alinhamentos partidários.
Críticas à estrutura da campanha
Outro ponto central da manifestação foi a falta de estrutura da candidatura. Júlio Neto classificou a campanha como uma das mais pobres que acompanhou em sua trajetória política e afirmou que faltaram materiais de divulgação e recursos para ampliar o trabalho eleitoral.
Ele também argumentou que enfrentar a estrutura política e administrativa de um governo estadual exigiria uma campanha mais organizada e com melhores condições de mobilização.
As declarações representam a avaliação de Júlio Neto sobre a campanha. O vídeo, por si só, não comprova as acusações sobre a participação de Ananias nem permite medir isoladamente o peso da estrutura financeira no resultado eleitoral.
Família Campos afirma ter mantido apoio até o fim
Para reforçar sua defesa, Júlio Neto citou a participação do pai, o deputado Júlio Campos, em reuniões políticas durante a campanha. Segundo ele, o parlamentar continuou pedindo votos para Wellington Fagundes mesmo em encontros nos quais outras lideranças presentes apoiavam Otaviano Pivetta.
Como exemplo, mencionou reuniões com a vereadora Rosy Prado, de Baixa Grande do Ribeiro, conforme relatado na gravação. O episódio foi apresentado por Júlio Neto como demonstração de que o deputado manteve sua posição política, apesar das diferenças de apoio entre as lideranças.
Ao final do vídeo, Júlio Neto voltou a criticar Ananias e fez uma referência provocativa ao histórico político do grupo ligado ao dirigente, ampliando o tom de confronto da manifestação.
A declaração abre mais um capítulo das divergências entre lideranças políticas de Mato Grosso após a campanha eleitoral e coloca em evidência a disputa sobre a responsabilidade pelo desempenho de Wellington Fagundes.
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Max destaca diálogo com Pivetta e elogia primeiras iniciativas
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), destacou a boa relação institucional com o governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) e demonstrou otimismo quanto à continuidade da gestão do republicano. Ao que o parlamentar também elogiou propostas já anunciadas por Pivetta, especialmente a intenção de reduzir a estrutura da máquina pública.
“Começa muito bem, o Pivetta está procurando o diálogo com a Assembleia, está com boas ideias, como a redução no tamanho da máquina, acho que ele começa muito bem. Eu estou com muita expectativa e tenho certeza que tem tudo para fazer um excelente governo”, afirmou Max.
A parceria entre os dois teve início em março deste ano, quando Pivetta assumiu interinamente o comando do Executivo estadual. Desde então, ambos mantêm uma atuação harmoniosa, mas que visa a autonomia de cada poder.
Max e Pivetta também caminharam juntos nas eleições de 2026, quando ambos conquistaram votações recordes em suas trajetórias políticas. Para o presidente, a boa relação é fundamental para garantir o andamento de projetos e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de Mato Grosso.
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