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Suspeito de agredir ex-namorada e irmã com disparos de arma de pressão é preso em Tangará da Serra

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Um homem suspeito de crimes de lesão corporal, ameaça e violência doméstica teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na sexta-feira (28.03), em ação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Tangará da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá).

O suspeito, de 20 anos, no dia 31 de janeiro efetuou diversos disparos com uma pistola de airsoft contra a sua ex-namorada, de 16 anos, e contra a irmã dela de apenas 8 anos de idade, por não aceitar o término do relacionamento.

Segundo informações, no dia dos fatos, o suspeito chegou a residência das vítimas usando um capuz e uma capa de chuva, com a intenção de não ser identificado. O suspeito procurou a vítima no quarto e perguntou se ela realmente não queria reatar o relacionamento, diante da negativa da jovem, ele iniciou uma sequência de disparos de arma de pressão.

A vítima foi atingida com diversos disparos que acertaram sua mão, pescoço, costas e principalmente a cabeça, somente não sendo atingida por mais disparos por ter conseguindo correr e se esconder em uma quitinete vizinha.

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Enquanto a vítima corria, o suspeito passou pela irmã da ex-namorada e a ameaçou dizendo que mataria todo mundo, ocasião em que apontou a arma para a menina e puxou o gatilho, a atingindo na coxa esquerda, ficando a esfera alojada na perna da vítima.

Com base nas investigações, a delegada titular da DEDM de Tangará da Serra, Liliane Soares Diogo, representou pela prisão preventiva do suspeito que foi deferido pela Justiça. A equipe de investigação da Delegacia da Mulher monitorou o suspeito todo esse tempo e nesta segunda-feira cumpriu o mandado de prisão pouco após o deferimento da ordem judicial.

Segundo a delegada, o suspeito cometeu um crime bárbaro e a liberdade dele representa intranquilidade social e risco à integridade física da vítima e sua família.

“Não restam dúvidas de que o suspeito premeditou sua ação, preocupando-se em cobrir o rosto e, sem piedade, passou a atingir a ex-namorada com a arma de pressão, intencionando lesioná-la gravemente, e até matá-la, com o instrumento que tinha acesso, visto que procurou atingi-la em sua cabeça, e, certamente, se ele tivesse acesso a uma arma de fogo, o fim teria sido outro”, disse a delegada.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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