POLÍCIA
Polícia Civil mira grupo criminoso envolvido em furtos, reprogramação e revenda de módulos de caminhões
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A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (11.4), a Operação Módulo Reset para cumprimento de oito ordens judiciais com foco no desmantelamento de um grupo criminoso voltado para furtos e comercialização de módulos eletrônicos de caminhões e bombas de Arla. Participaram da ação policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
As ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar, foram expedidas pela Comarca de Barra do Bugres e são cumpridas em Cuiabá. Os alvos são investigados pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e receptação qualificada.
A investigação iniciou após o registro de ocorrência de furto de módulos de três caminhões em uma fazenda no município de Barra do Bugres. Com as diligências iniciais, foi possível identificar dois integrantes do grupo criminoso especializado no crime e que também estavam envolvidos em outros furtos na região da Serra de São Vicente.
Os furtos que tiveram a autoria identificada pelo grupo criminoso causaram um prejuízo superior a R$ 100 mil às vítimas. Os elementos apurados durante as investigações apontaram que o grupo atuava com elevado nível de organização em seu modo de ação.
Após o furto dos módulos de controle eletrônico (ECU/TCM), era realizada a reprogramação para apagar a identidade original dos dispositivos, que, posteriormente eram inseridos novamente no mercado por meio de receptadores vinculados a oficinas e redes ilegais de peças.
O próximo passo da investigação será analisar todo o material apreendido a fim de esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e, eventualmente, identificar outros integrantes do grupo criminoso.
O delegado responsável pela investigação, Mario Santiago, destacou o prejuízo causado ao setor de transportes e a importância do trabalho policial que visa responsabilizar os criminosos pelos atos praticados.
“O furto, a receptação e revenda desses dispositivos afetam diretamente o bolso dos proprietários de caminhões e a logística nacional. A atuação da GCCO se dá com inteligência, técnica e foco na desestruturação da estrutura criminosa como um todo”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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