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Polícia Civil mira grupo criminoso envolvido em furtos, reprogramação e revenda de módulos de caminhões

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A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (11.4), a Operação Módulo Reset para cumprimento de oito ordens judiciais com foco no desmantelamento de um grupo criminoso voltado para furtos e comercialização de módulos eletrônicos de caminhões e bombas de Arla. Participaram da ação policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

As ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar, foram expedidas pela Comarca de Barra do Bugres e são cumpridas em Cuiabá. Os alvos são investigados pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e receptação qualificada.

A investigação iniciou após o registro de ocorrência de furto de módulos de três caminhões em uma fazenda no município de Barra do Bugres. Com as diligências iniciais, foi possível identificar dois integrantes do grupo criminoso especializado no crime e que também estavam envolvidos em outros furtos na região da Serra de São Vicente.

Os furtos que tiveram a autoria identificada pelo grupo criminoso causaram um prejuízo superior a R$ 100 mil às vítimas. Os elementos apurados durante as investigações apontaram que o grupo atuava com elevado nível de organização em seu modo de ação.

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Após o furto dos módulos de controle eletrônico (ECU/TCM), era realizada a reprogramação para apagar a identidade original dos dispositivos, que, posteriormente eram inseridos novamente no mercado por meio de receptadores vinculados a oficinas e redes ilegais de peças.

O próximo passo da investigação será analisar todo o material apreendido a fim de esclarecer todas as circunstâncias dos fatos e, eventualmente, identificar outros integrantes do grupo criminoso.

O delegado responsável pela investigação, Mario Santiago, destacou o prejuízo causado ao setor de transportes e a importância do trabalho policial que visa responsabilizar os criminosos pelos atos praticados.

“O furto, a receptação e revenda desses dispositivos afetam diretamente o bolso dos proprietários de caminhões e a logística nacional. A atuação da GCCO se dá com inteligência, técnica e foco na desestruturação da estrutura criminosa como um todo”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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