POLÍCIA
Presos mais dois autores do assassinato de vítima, morta após anunciar venda de carro em Rondonópolis
POLÍCIA
Mais dois autores de um assassinato ocorrido no mês de julho, em Rondonópolis, foram presos no fim de semana, pela Polícia Civil, em duas cidades do estado. Com essas detenções ocorridas nas cidades de Barra do Garças e Primavera do Leste, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis concluiu as prisões de todos os autores do homicídio que vitimou Lucas Vinnícius Ribeiro da Silva.
Já na última sexta-feira (14.10), a DHPP de Rondonópolis e o Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional obtiveram informações de que o investigado K.F.D.S, de 22 anos, estava se dirigindo ao município de Primavera do Leste. A Polícia Civil fez contato com a Polícia Rodoviária Federal do município e foi possível realizar a prisão.
No sábado, 15 de outubro, os policiais civis envolvidos na investigação apuraram que o outro investigado estava em Barra do Garças. Policiais da Derf do município, com apoio da equipe da Delegacia de Água Boa realizaram a prisão.
A primeira prisão ocorreu no dia 11 de outubro, em Nova Xavantina, quando um dos autores do crime foi localizado pela Polícia Civil e também preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e por uso de documento falso.
O delegado João Paulo Praisner, da DHPP de Rondonópolis, explica que, com as três prisões dos autores do crime, o inquérito será concluído no prazo de até 30 dias. Ao final das investigações será possível concluir se Lucas foi vítima de homicídio ou roubo seguido de morte.
Investigações
Lucas Vinnícius, de 30 anos, foi morto no dia 25 de julho deste ano, quando foi atingido por diversos disparos de arma de fogo, no Loteamento Alta Vista Parque, nas proximidades do Anel Viário, em Rondonópolis.
A vítima decidiu vender seu veículo, modelo Gol, e anunciou pela internet. No dia 25 de julho, três homens foram à casa de Lucas demonstrando interesse em adquirir o veículo. A vítima e os suspeitos saíram para testar o veículo, no entanto, Lucas não retornou para casa e foi localizado morto na tarde do mesmo dia. O corpo apresentava várias lesões nas costas, causadas por disparos de arma de fogo, e o veículo foi localizado no dia seguinte, no mesmo bairro, porém, sem as rodas.
Após várias diligências, a DHPP conseguiu apurar a identidade das três pessoas que estiveram na residência da vítima, demonstrando interesse em comprar o veículo. Os policiais civis levantaram ainda informações de que os três suspeitos abandonaram a casa onde residiam, em Rondonópolis, deixando para trás móveis e objetos pessoais.
Com base nas informações reunidas na investigação, foi encaminhada a representação pela prisão temporária dos três suspeitos, que foi deferida pela justiça.
Latrocínio
De acordo com o delegado João Paulo Praisner, no início da investigação, a morte de Lucas Vinnícius aparentava se tratar de um homicídio mediante emboscada. No entanto, conforme a apuração foi evoluindo, não se descartou o crime de roubo seguido de morte.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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