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Polícia Civil prende associação atuante no tráfico de drogas em Nova Mutum

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum (264 km ao norte de Cuiabá), prendeu um homem e apreendeu uma adolescente nesta quarta-feira (12.04), envolvidos na venda de entorpecentes.

O jovem de 23 anos e a menor de 15 anos foram autuados em flagrante e ato infracional, respectivamente, por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

Outros dois adolescentes foram detidos, bem como um deles de 17 anos, estava com mandado de internação provisória em aberto por homicídio e tentativa de homicídio, decretado pela Comarca de Sorriso.

Nas diligências foi identificada uma residência usada para o comércio ilícito. Segundo apurado, os suspeitos praticavam o tráfico e incomodavam moradores da região, principalmente no período noturno. Razão pela qual o local passou a ser monitorado.

No decorrer das diligências foi descoberto que no imóvel haviam duas pessoas hospedadas, da cidade de Sorriso, e que estavam em Nova Mutum para supostamente matar indivíduos rivais.

Durante campana os policiais civis avistaram o adolescente de 17 anos, procurado pela Justiça, entrando no imóvel. Ato contínuo foi realizada abordagem do menor e em cima a mesa encontrada uma porção grande de maconha.

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Diante do flagrante foi realizada a prisão do maior de 23 anos e de uma menor de 15 anos, e também localizadas porções de cocaína e balança de precisão. Entrevistados, os envolvidos informaram que a droga pertencia a outra adolescente de 15 anos.

Ato contínuo a equipe foi até o segundo endereço, sendo uma quitinete, alvo de outras ações policiais, onde a mesma foi encontrada na posse de porções de pasta base de cocaína, além de dinheiro oriundo do tráfico e aparelhos celulares.

O jovem e os três adolescentes foram conduzidos até a Derf de Nova Mutum para esclarecimentos. O maior foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

A menor de 15 anos responderá ato infracional análogo aos mesmos crimes. Já o adolescente de 17 anos foi apreendido por determinação a ordem de internação provisória expedida pela Comarca de Sorriso. A quarta conduzida, de 15 anos, foi ouvida e liberada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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