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Polícia Civil prende golpistas que subtraiam valores de vítimas em golpe da falsa cesta de chocolate

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Um grupo criminoso do estado de São Paulo que vinha atuando em Cuiabá no golpe da falsa cesta de chocolate foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na tarde de quinta-feira (02.06), em ação da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá. Quatro suspeitos identificados como integrantes do grupo foram autuados em flagrante pelo crime de organização criminosa.

As investigações iniciaram após a Delegacia de Estelionato receber uma série de registros de ocorrência do mesmo golpe, em que uma mulher entrava em contato com as vítimas, falando que elas haviam ganhado uma cesta de chocolates de uma loja de franquia nacional e que teriam que pagar apenas uma taxa de R$ 4,99 pela entrega.

Em seguida, duas pessoas chegavam para fazer a entrega em uma motocicleta, sendo que o carona descia com a suposta cesta de presentes, enquanto o condutor ficava distante aguardando o comparsa. No momento da entrega, o suspeito falava que ia passar a taxa na máquina de cartão, porém passava valores no crédito e no débito, repetindo a operação várias vezes em diversas máquinas, sob o pretexto de não dar sinal.

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Após passar o cartão diversas vezes, o suspeito ia embora com a cesta, alegando que voltaria na loja para buscar uma outra máquina de cartão. As vítimas sofreram grandes prejuízos financeiros, algumas com valores superiores a R$ 20 mil.

Nas investigações conduzidas pela Delegacia de Estelionato, foi possível identificar a motocicleta utilizada pelos suspeitos, registrada em nome de um morador do estado de São Paulo, e que estava circulando em Cuiabá desde o dia 25 de maio, data próxima ao início dos golpes. Em continuidade aos trabalhos, foi identificado que o dono da motocicleta e outros três suspeitos do estado de São Paulo estavam hospedados em uma pousada na Capital.

Com base nos levantamentos, os policiais da Delegacia de Estelionato foram até o local onde realizaram a abordagem dos quatro suspeitos, sendo encontrado no quarto em que eles estavam hospedados, as máquinas de cartão e a cesta de chocolates utilizada nos golpes. Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à delegacia, onde após serem interrogados pelo delegado Pablo Carneiro, foram autuados em flagrante pelo crime de integrar organização criminosa.

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Segundo o delegado, todos os golpes ocorreram de semana passada para cá e os suspeitos já estavam com passagem comprada para retornar para São Paulo nesta madrugada. “O grupo veio de São Paulo para praticar o golpe em Cuiabá e acreditamos que com a prisão dos golpistas outras vítimas, que ainda nem perceberam que caíram no golpe, devem aparecer para registrar a ocorrência”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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