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Polícia Civil prende dois fazendeiros investigados por envolvimento em homicídio

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Dois fazendeiros investigados por envolvimento em um homicídio, em Nova Bandeirantes (1.026 km ao norte de Cuiabá), foram presos pela Polícia Civil, nessa segunda-feira (11.12), em cumprimento de mandados judiciais. Eles são suspeitos de encomendarem a morte de Benedito José da Silva, de 71 anos, em 31 de agosto deste ano.

A ação integrada a segunda fase da Operação Motivo Torpe, e foi realizada pelos policiais civis das Delegacia de Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Alta Floresta.

Benedito, conhecido como Dito da Coban, foi morto com vários disparos de arma de fogo, próximo à sede da Colonizadora Bandeirantes.

Essa é a segunda fase da operação que investiga o crime. Na primeira fase da operação, realizada no dia 24 de novembro, três pessoas foram presas, também suspeitas de financiar o homicídio.

Foram colhidas evidências apontando a participação desses dois fazendeiros. Diante das provas, a Delegacia de Nova Bandeirantes representou pela prisão preventiva dos investigados, que foram deferidas pelo Poder judiciário.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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