POLÍCIA
Polícia Civil prende casal envolvido com distribuição de drogas em diversos bairros de Rondonópolis
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Assessoria/Polícia Civil-MT
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Um casal envolvido com a distribuição de entorpecentes em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) foi preso em flagrante pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (24.01), durante trabalho investigativo da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de combate ao tráfico de drogas no município.
A ação resultou na apreensão de drogas, apetrechos relacionados ao tráfico e de um veículo utilizado na distribuição de entorpecentes. O suspeito, de 36 anos, e a sua esposa, de 24, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Nas investigações relacionadas ao comércio de entorpecentes em Rondonópolis, os policiais da Derf identificaram uma liderança de uma facção criminosa, que atuava na distribuição de drogas na região dos bairros Pedra 90, Vila Olinda, Parque Universitário, Jardim das Paineiras, Jardim Oásis, Tancredo Neves, Jardim Rui Barbosa e alguns bairros da Vila Salmen.
O suspeito seria o responsável pelos explosivos e detonadores apreendidos pela Polícia Militar em uma casa no Pedra 90, em ação realizada no dia 03 de janeiro. Segundo as informações, o material seria utilizado para fuga de presos no Presídio da Mata Grande.
Diante das informações e diligências na região, os policiais fizeram um relatório de investigação para solicitação de mandado de busca e apreensão na residência, que foi expedido pela 5ª Vara Criminal de Rondonópolis.
Os policiais continuavam monitorando o suspeito com o objetivo de aguardar o melhor momento para cumprimento do mandado. No sábado (22), os policiais flagraram o momento que o investigado pegou a Rodovia, recebendo informações de que ele iria para Campo Grande (MS) para buscar drogas para trazer para Rondonópolis.
O veículo que o suspeito acompanhava foi apreendido na cidade de Amambai (MS) no domingo (23) pela Polícia de Mato Grosso do Sul com aproximadamente 600 quilos de maconha e haxixe, fazendo com que o investigado retornasse para Rondonópolis, sem o entorpecente.
Diante dos fatos, os policiais decidiram dar cumprimento ao mandado de busca e apreensão nesta segunda-feira (24). Ao perceber a presença dos policiais, o suspeito tentou empreender fuga para os fundos da casa, mas foi surpreendido pelo cerco policial, porém conseguindo quebrar o aparelho celular, como mandam as regras da facção.
Em buscas na residência, foram apreendidos porções de maconha, balança de precisão, e faca com resquícios de drogas, além de anotações de grandes quantidades de drogas e dinheiro que ele movimenta na região, documentos e cartões. Durante os trabalhos, foi verificado que a esposa do suspeito também participava da contabilidade e organização da distribuição da droga.
O veículo Renault Sandeiro do suspeito, utilizado na distribuição de drogas, também foi apreendido, sendo encontrado em seu interior os comprovantes de pedágios da viagem que foi feita para buscar entorpecentes.
Diante das evidências, o casal foi conduzido à Derf Rondonópolis, onde após ser interrogado, foi lavrado o flagrante por crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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