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Polícia Civil deflagra operação contra facção criminosa que agia na entrada clandestina de celulares em unidades prisionais de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (26.2), a Operação Tartufo, para cumprimento de mandados judiciais contra integrantes de uma facção criminosa, investigados pelos crimes de comércio ilegal de armas de fogo e também de introdução clandestina de celulares em unidades prisionais.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), embasou os oito mandados de concessão das medidas cautelares expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá.

Ao todo, foram cumpridas três ordens de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar em endereços residenciais e em um galpão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

Investigação

As diligências da Denarc iniciaram em 2023 e, por meio de métodos investigativos, incluindo a análise de inteligência, diligências de campo e técnicas forenses especializadas, apuraram uma estrutura criminosa com divisão definida de tarefas entre seus membros, articulando atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional.

O trabalho investigativo revelou que o principal alvo da operação atuava como figura central na coordenação das atividades do grupo, sendo responsável pelo comércio ilegal de armamentos, incluindo pistolas e espingardas, e também pela logística de introdução de aparelhos celulares no interior da Penitenciária Central do Estado (PCE).

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Outro integrante da organização exercia a função de transportador e ocultador dos dispositivos eletrônicos. O terceiro investigado, embora recluso, exercia função de controle e liderança no interior do estabelecimento penal, sendo apontado como integrante de facção criminosa com papel de comando em seu raio de influência dentro da unidade.

A Denarc também identificou o uso de um drone, sem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), equipado com dispositivo de garra, com registro de 67 operações de voo, diversas delas sobre a Penitenciária Central do Estado e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em horários coincidentes com os períodos de apreensão de ilícitos nessas unidades.

Conforme o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, a operação é resultado de mais de dois anos de apuração criteriosa, com uso intensivo de tecnologia e análise de dados, que possibilitou a identificação de um grupo criminoso que operava de forma discreta, articulando o comércio de armas e o abastecimento ilegal de presídios com aparelhos celulares.

“As diligências prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização, aprofundar a investigação sobre o fluxo de armas e recursos financeiros do grupo e mapear eventuais conexões com outras redes criminosas”, destacou o delegado Marcelo Muniz.

Alvos dos mandados judiciais

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As cinco ordens de busca e apreensão domiciliar foram cumpridas em endereços distintos vinculados aos investigados, em Cuiabá e Várzea Grande, sendo quatro em residências e um em imóvel comercial.

Já as três prisões preventivas foram decretadas pela Justiça com fundamento na garantia da ordem pública e na necessidade de resguardar a instrução criminal, tendo o Ministério Público manifestado-se favoravelmente ao deferimento integral das medidas cautelares.

O trabalho operacional deflagrado pelos policiais civis da Denarc contou com apoio da equipe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

Crimes investigados

Os alvos da operação respondem pelos crimes de comércio ilegal de arma de fogo (art. 17 da Lei nº 10.826/2003), introdução clandestina de aparelho telefônico em estabelecimento prisional (art. 349-A do Código Penal) e integração à organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013).

Nome da Operação

Tartufo, em italiano, significa literalmente “aquilo que está escondido sob a terra”. O nome foi escolhido por traduzir com precisão o modus operandi do grupo investigado, que atuava de forma velada, sem ostentação, utilizando linguagem codificada, veículos adaptados com compartimentos ocultos e drone operado em período noturno para escapar da detecção.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Militar prende quatro homens por tentativa de homicídio em Cuiabá

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Policiais militares do 3º Batalhão prenderam quatro homens, com idades entre 35 e 56 anos, por tentativa de homicídio, na noite desta segunda-feira (12.10), em Cuiabá. Os suspeitos foram detidos em flagrante após agredirem e tentarem matar um homem, de 53 anos, com golpes de faca.

A equipe se deslocou ao bairro Serra Dourada após denúncias sobre uma tentativa de homicídio em uma residência. No local, os policiais encontraram um homem ensanguentado, na frente da casa. Ao mesmo tempo, vizinhos se reuniram e indicaram que os suspeitos ainda estavam dentro do imóvel.

No interior da casa, os quatro homens foram encontrados mas negaram a autoria do crime. Em seguida, a vítima indicou dois suspeitos, que seriam pai e filho, que teriam esfaqueado seu rosto e couro cabeludo junto dos outros dois homens.

Em depoimento, a vítima relatou que passou o dia consumindo bebidas alcoólicas com o grupo e que a discussão começou por causa do pagamento das bebidas. Durante o desentendimento, os suspeitos ameaçaram matá-la e a atacaram com uma faca. O homem conseguiu fugir da residência e pedir socorro aos vizinhos.

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Diante das afirmações, os suspeitos confirmaram os fatos e indicaram o local onde a faca estava escondida. O objeto foi localizado em um lixo, dentro do imóvel. 

Em seguida, eles receberam voz de prisão e foram levados para a Central de Flagrantes para registro da ocorrência e demais providências. A vítima foi encaminhada para uma unidade de saúde e recebeu o atendimento médico necessário.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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