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Polícia Civil deflagra nova fase de operação que investiga morte do advogado Renato Nery

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (18.4), a Operação Office Crime – Os Encontros, para dar continuidade às investigações sobre a morte do advogado Renato Nery.

Durante o cumprimento dos mandados dessa quinta-feira (17.4), na Operação Office Crime – O Elo, a Polícia Civil encontrou dois veículos na casa de um dos alvos, uma SW4 branca e uma Mercedes cinza.

As investigações apontavam que, antes do crime, os suspeitos foram de Cuiabá a Primavera do Leste para tratar do homicídio. Depois da execução do advogado, voltaram ao município para cobrar pelo mando do crime. Em Primavera, os suspeitos utilizaram esses dois veículos durante esses encontros.

Por isso, o delegado titular da DHPP, Caio Albuquerque, requereu o mandado de busca e apreensão desses veículos, que foi deferido pela Justiça e cumprido nesta sexta-feira.

Também ontem, durante o cumprimento das buscas, foi feita a apreensão do passaporte e do visto de um dos alvos da operação. O delegado Caio Albuquerque representou pela manutenção da apreensão do passaporte, tendo em vista que o passaporte e o visto foram feitos no período em que a morte do advogado Renato Nery já estava sendo planejada.

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Os investigados receberam tornozeleira eletrônica e aguardam acesso aos autos para possível manifestação.

O homicídio

Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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