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Polícia Civil cumpre mandados em operação de combate ao tráfico de drogas em Juína

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Juína, deflagrou na manhã desta terça-feira (22.11), a Operação Goof Troop/Retomada, para cumprimento de 40 ordens judiciais entre mandados de prisão e busca e apreensão com alvos em pessoas investigadas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

As ordens judiciais, sendo 18 de prisão e 22 de busca e apreensão domiciliar, foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Juína com base em investigações da Polícia Civil. 

A operação foi deflagrada diante de investigações realizadas em três inquéritos policiais distintos para apurar crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, todos ligados ao mesmo grupo criminoso que atua e controla o comércio de entorpecentes na região.

Até o momento, 13 pessoas foram presas, sendo 12 por mandados de prisão e uma por prisão flagrante, sendo que alguns alvos já se encontravam presos, dando ordens a comparsas de dentro do sistema penitenciário. Durante o cumprimento dos mandados de busca foram encontrados entorpecentes em algumas residências.

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Nas buscas, um dos alvos reagiu à abordagem policial, utilizando uma arma de fogo, do tipo espingarda, com cano serrado contra os policiais, sendo necessário para revidar a injusta agressão, efetuar um disparo contra o suspeito, que resultou na sua neutralização. O local foi isolado para a realização de perícia e o caso já está sendo apurado, sendo realizada a oitivas de testemunhas que confirmaram as informações preliminares dos policiais.

O suspeito, considerado de alta periculosidade, respondia por dois homicídios e possuía várias outras tentativas em diferentes regiões do estado. Segundo informações, ele atualmente era o responsável pela gerência do tráfico de drogas no município.

“As investigações quanto a esses procedimentos que culminaram na operação caminham para a reta final e eventuais desdobramentos serão apurados em outros inquéritos a serem instaurados futuramente”, explicou o delegado Ronaldo Binoti Filho.

O delegado regional de Juína, Marco Remuzzi, o combate ao tráfico de drogas em Juína ocorre de forma permanente. “Essa é mais uma operação, que mostra o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil no combate ao tráfico de drogas no município. Agradecemos o apoio das outras unidades que participaram da operação e reconhecemos o grande profissionalismo de todos os colegas policiais”, disse o regional

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Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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