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Polícia Civil cumpre buscas em operação que apura roubos, furtos e receptação de módulos de caminhões

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (25.3), a Operação Ouroboros para cumprimento de mandado de busca e apreensão com foco em investigações relacionadas a crimes de roubos/furtos de módulos de caminhões. Participaram equipes da Delegacia de Campo Verde e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA) com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec),

A ordem judicial, expedida pela Terceira Vara Criminal da Comarca de Campo Verde, foi cumprida em um residencial no município de Várzea Grande.

A investigação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para combate à atuação de facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, que integra o programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Durante o cumprimento das buscas, foram apreendidos diversos objetos, incluindo um jogo de chaves utilizado para a subtração de módulos de caminhões, aparelhos celulares, além de dinheiro em espécie e folhas de cheque. O investigado, alvo do mandado judicial, alegou que recebe pagamentos exclusivamente em espécie.

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As equipes também constataram forte incompatibilidade entre o padrão de vida do suspeito e a renda declarada por ele e sua esposa, que informaram ganhos mensais de R$ 2,5 mil e R$ 2 mil, respectivamente.

A poucos metros da residência alvo do mandado de busca e apreensão, foi localizada outra propriedade pertencente ao suspeito, atualmente em reforma, igualmente incompatível com sua renda declarada. No imóvel, ainda foi encontrado um veículo VW Gol, de cor branca, suspeito de participar dos crimes, em especial de furtos na região da Serra de São Vicente.

Em continuidade às diligências, as equipes da DERFVA e da Delegacia de Campo Verde, com o suporte da Politec, realizaram fiscalização de rotina na empresa do suspeito, localizada na Rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande.

No local, foram apreendidos 17 objetos dentre módulos e equipamentos automotivos, sendo alguns com registro de furto e outros com ausência de sinais indicadores e origem não comprovada. Entre os itens apreendidos estavam módulos coordenadores, tacógrafos e painéis de caminhões das marcas Scania, Volvo, Mercedes e Volkswagen.

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Diante das evidências, o proprietário do estabelecimento foi conduzido à DERFVA para prestar esclarecimentos. As peças apreendidas foram encaminhadas a Politec e serão submetidas à perícia. A contabilização dos valores dos objetos ainda aguarda detalhes técnicos, mas supera a casa dos R$ 100 mil.

A Polícia Judiciária Civil segue com as investigações, que poderão resultar em novas medidas judiciais no âmbito da Operação Ouroboros.

Nome da operação

Ouroboros faz referência a uma figura da mitologia que mostra uma cobra ou dragão mordendo a própria cauda. O nome demonstra à forma como o crime acontecia – os ladrões furtavam módulos e peças de caminhões e, depois, vendiam os itens em oficinas especializadas para os próprios caminhoneiros, vítimas dos furtos, criando um ciclo onde o crime se retroalimentava.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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