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Polícia Civil apreende garrafas de coquetel molotov que seriam utilizados em novos ataques em Tangará da Serra

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Tangará da Serra, apreendeu na terça-feira (03.10), garrafas de coquetel molotov que seriam utilizados para realizar novos ataques no município. Os ataques que tiveram como alvo a Prefeitura Municipal de Tangará da Serra ocorreram no dia 28 de setembro, ocasião em que três veículos foram incendiados.

Até o momento, quatro suspeitos já foram identificados, sendo um deles preso em flagrante na data do crime. Os trabalhos fazem parte da Operação Força Total, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), para identificar e prender os envolvidos nos ataques.

Para apuração dos fatos, foi montada uma força-tarefa, sendo realizadas diversas diligências e entrevistas e após cruzamento de dados e informações, foi possível identificar os possíveis envolvidos no crime.

Durante as diligências, os investigadores localizaram um menor de idade, identificado como um dos envolvidos nos ataques. O adolescente foi ouvido na 1ª Delegacia de Polícia e relatou os locais que teria escondido mais garrafas de coquetel molotov que seriam utilizados em futuros ataques na cidade.

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Com base nas informações, as garrafas foram localizadas e apreendidas pelos investigadores em um terreno baldio na Rua 13, entre as ruas 28 e 30 e na rua 40, nas proximidades do posto de abastecimento de água e esgoto. As investigações apontam que os suspeitos teriam deixado as garrafas de coquetel molotov nos locais para posteriormente realizarem novos ataques ao estacionamento dos ônibus municipais.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Espíndula de Souza, o adolescente também revelou os locais por onde trafegou e toda a rota percorrida antes de atearem fogo no veículo, fornecendo detalhes da ação criminosa. “As informações colhidas auxiliaram o progresso das investigações, assim como a ação rápida dos policiais localizando e apreendendo o material utilizado nos incêndios, evitando que novos ataques ocorressem na cidade”, disse o delegado.

As investigações continuam no sentido de localizar e intimar os demais envolvidos nos atentados a ordem pública que aterrorizaram a cidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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