POLÍCIA
Operação Trovare cumpre mandados contra investigados por roubo, furto e receptação em Várzea Grande
POLÍCIA
A operação resultou na recuperação de nove aparelhos celulares produtos de roubos e furtos, avaliados em mais de R$ 17 mil.
Os três investigados presos na operação foram indiciados em inquérito policial pelos crimes de associação criminosa armada, roubo majorado, extorsão majorada, ocorridos no dia 19 de outubro na residência de um advogado criminalista, morador de Várzea Grande.
Um dos suspeitos já possui condenação anterior por latrocínio (roubo seguido de morte) e já estava preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde teve o mandado de prisão cumprido. As investigações da Derf de Várzea Grande apontaram que o investigado era o líder da associação criminosa e o responsável por planejar e monitorar a execução do roubo dentro de presídio, inclusive criando um grupo de whatsapp, por meio do qual repassa as ordens aos liderados.
Roubo
No dia do crime, três suspeitos permaneceram do lado de fora da residência, monitorando o perímetro e dando cobertura à ação criminosa, enquanto outros quatro criminosos invadiram o quintal da casa durante a madrugada e ficaram escondidos até o advogado acordar.
Por volta das 06 horas, os suspeitos renderam o advogado no quintal da residência, o agrediram fisicamente, desferindo coronhadas em sua cabeça e sob a mira de arma de fogo o conduziram para o interior da residência, onde o restante da família foi feita refém. Os suspeitos subtraíram mais de R$ 20 mil em joias e aparelhos celulares.
Investigações
No mesmo dia do crime (19,10), a equipe da Derf prendeu os três autores do roubo, dentre eles um adolescente infrator de 17 anos, responsável por repassar as informações privilegiadas da casa do advogado aos comparsas, uma vez que a sua mãe já havia trabalhado na residência.
Outros dois envolvidos no roubo estão com mandado de prisão decretada e são considerados foragidos. Os dois suspeitos possuem passagens por roubos, sendo um deles com quatro condenações.
Tentativa de latrocínio
Na operação também foi preso um investigado de 29 anos apontado como um dos envolvidos na prática de tentativa de latrocínio, ocorrida no dia 13 de outubro, no bairro Jardim Imperador em Várzea Grande. Com base nas investigações, foi representado pela prisão preventiva do suspeito que foi deferida pela 4ª Vara Criminal de Várzea Grande.
Na ocasião, o suspeito marcou um encontro amoroso com uma profissional do sexo e de forma premeditada se dirigiu a residência da mulher, antes do horário combinado.
A profissional havia saído, mas autorizou a diarista a receber o suposto cliente, para que lhe aguardasse. Todavia, o criminoso já havia planejado o roubo e ao adentrar na residência, rendeu a vítima com um golpe mata-leão. Mesmo com a vítima desmaiada, o suspeito continuou a lhe agredir desferindo golpes contra o seu rosto e após os fatos empreendeu fuga, levando dois aparelhos celulares.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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