POLÍCIA
Investigação sobre roubo de cargas no Nortão identifica e prende membros de quadrilha envolvida nos crimes
POLÍCIA
Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT
Uma investigação da Polícia Civil para apurar o roubo de cargas de milho e soja ocorridos na região de Sinop, no final do ano passado, já chegou à prisão de seis envolvidos nos crimes, sendo que cinco deles estão presos preventivamente.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop montou uma força-tarefa a fim de reunir informações que possibilitaram à Polícia Civil a identificação da quadrilha envolvida.
A equipe de investigadorese escrivã, coordenada pelo delegado Paulo Cesar Brambilla Costa, analisou diversas informações coletadas nas diligências e identificou os responsáveis pela ação durante os roubo das cargas e também por planejar e financiar os crimes.
Com o trabalho de investigação em campo, coleta de imagens, reconhecimento fotográfico, oitivas, relatórios e representações judiciais, a equipe policial conseguiu chegar aos integrantes de uma quadrilha especializada em roubo de carga, que atuava em Sinop. Os criminosos usavam de extrema violência contra suas vítimas, caminhoneiros, para efetuarem o roubo de milho e soja transportados pelos profissionais.
Além dos autores dos roubos, as investigações, iniciadas em outubro do ano passado, culminaram na identificação dos líderes da quadrilha, que tinham a função de coordenar e financiar os roubos.
Após reunir vários elementos de provas, o delegado Paulo Brambilla representou ao Judiciário pelos mandados de prisão preventiva contra os criminosos. Foram decretadas seis prisões preventivas e três mandados de busca e apreensão domiciliar. Cinco alvos da quadrilha já foram presos e um encontra-se foragido. Outros pedidos de prisão estão em análise da justiça.
No decorrer das investigações, alguns integrantes da quadrilha foram presos por outros crimes, como tráfico de drogas e porte de arma de fogo, e estavam em liberdade para o cometimento de novos crimes. Contudo, a força-tarefa da Derf de Sinop conseguiu apurar a participação desses suspeitos como autores de vários roubos de cargas.
As investigações continuam para identificar outros crimes praticados pela associação criminosa.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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