POLÍCIA
Investigado por torturar vítima na frente da família é preso pela Polícia Civil em Cuiabá
POLÍCIA
Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT
Policiais civis da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil cumpriram na quarta-feira (02.02) a prisão de um homem de 35 anos investigado como um dos autores de um salve contra uma vítima que foi torturada na frente da família.
A equipe da GCCO realizou diligências e conseguiu identificar o endereço atual do criminoso, que foi preso no bairro Primeiro de Março, na Capital. A prisão foi decretada pela 7a Vara Criminal de Cuiabá, que atua em processos contra o crime organizado.
A investigação realizada pela GCCO em 2019 apurou que a vítima foi alvo de um salve praticado por integrantes de uma facção criminosa. A vítima foi agredida e torturada na frente da mulher e do filho como castigo por ele ter se desentendido com um vizinho.
A GCCO apurou durante a investigação a participação de dois suspeitos responsáveis pela sessão de tortura. Foi representada à Justiça pela prisão e busca e apreensão.
A investigação prossegue para investigar o envolvimento e a responsabilização criminal de outras pessoas na tortura e agressão.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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