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Em três meses, Polícia Civil recupera R$ 1,3 milhão de vítimas de estelionato virtual

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Aproximadamente R$ 1,3 milhão subtraído de vítimas em golpes virtuais foram recuperados no primeiro trimestre deste ano pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).O valor é referente a ocorrências registradas envolvendo crimes de estelionatos praticados por meio de plataformas eletrônicas.

De janeiro a março de 2023, foram cometidos os mais diferentes tipos de fraude eletrônica, contra vítimas residentes em diversos municípios do estado, além de outras cidades da federação.

Os golpes já conhecidos vão do falso intermediário, perfil falso, compra e venda de veículos pela internet, golpe do WhatsApp clonado, notificações falsas em redes sociais, fraude de cartão de crédito, entre outros.

As ações da DRCI, que resultaram na recuperação das quantias em bloqueios bancários, foram deflagradas em apoio às investigações de delegacias da Capital e interior do estado visando dar resposta imediata e evitar maior prejuízo financeiro às vítimas.

Na maioria dos casos, os titulares das contas bancárias, muitas delas digitais, onde o dinheiro do golpe é depositado, são identificados. Quem empresta a conta para receber esses valores dos golpes aplicados também respondem criminalmente pela conduta.

O delegado titular da DRCI, Ruy Guilherme Peral, aponta que entre 2021 e o início deste ano, a unidade especializada recuperou R$ 5 milhões em valores das vítimas de estelionato aplicado por meio eletrônico.
“Esse trabalho somente é possível com ações em conjunto com setores de prevenção a fraudes dos bancos e as cooperativas parceiras. A quantia bloqueada é restituída após alguns procedimentos de praxe nas agências bancárias”, destacou o delegado.

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O titular da DRCI explica também que as vítimas devem ficar atentas, uma vez que devido à agilidade da transferência via PIX, os estelionatários conseguem fazer a transferência de valores para outras contas muito rápido, o que dificulta o bloqueio da quantia e a localização do dinheiro.

Qualificação

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Diretoria de Atividades Especiais em conjunto com as Diretorias do Interior e Metropolitana, tem buscado capacitar e difundir os trabalhos adotados pela DRCI nas investigações de crimes informáticos.

Os cursos ministrados para atender as demandas das equipes policiais visam à qualificação acerca dos conceitos, métodos e ferramentas investigativas cibernéticas.

O projeto pedagógico conta com apoio da Academia da Polícia Civil e tem como foco a difusão das técnicas utilizadas na apuração desse tipo de ilícito penal, bem como o aprimoramento do atendimento às vítimas no tocante às primeiras e urgentes orientações a serem dadas.

Outro destaque é dar efetividade e celeridade no atendimento às vítimas e a padronização no atendimento realizado tanto na Capital como no interior do estado.

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A DRCI auxilia os policiais civis das delegacias no decorrer das investigações. Porém é importante que os servidores das mais diferentes áreas tenham base para atuar nas diligências referentes aos crimes cometidos por meios virtuais, uma vez que os criminosos, cada vez mais, estão migrando para esse modo de atuação.

“A capacitação dos profissionais é essencial por se tratar de uma matéria nova que lida com a atuação de indivíduos que vem cometendo a modalidade de estelionato por meio da internet, pois enxergam como porta de entrada para obter lucros, tendo riscos menores de serem presos. No entanto, crimes cibernéticos têm penas graves e são passíveis de prisão, por isso, a vítima tem que denunciar de imediato o ocorrido”, pontua o diretor de Atividades Especiais, delegado Vitor Hugo Bruzulato.

Alerta

A DRCI orienta a população a estar sempre atenta ao receber alguma ligação, mensagem pelo celular ou pelas redes sociais. Além disso, compras pela internet em alto valor devem ser sempre observadas e certificar que o negócio é seguro e certo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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