POLÍCIA
Apreensão de R$ 4 milhões realizada pela PRF em 2019 motivou investigação de financiamento de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami
POLÍCIA
Em 2019, a PRF apreendeu R$ 4 milhões em espécie durante fiscalização no km 635 da BR-070, em Poconé/MT. O dinheiro estava escondido em malas, sacos plásticos e em compartimentos secretos preparados no veículo.
Três homens estavam no veículo no momento da fiscalização e mostraram bastante nervosismo diante da ação policial, motivo que levou os agentes a realizar uma busca minuciosa no veículo.
À época, os indivíduos, o dinheiro e o veículo foram levados para a Polícia Judiciária de Cuiabá/MT, para que fossem tomadas as medidas cabíveis.
Tal abordagem deu início à Operação Avis Aurea da PF, que investiga a movimentação de mais de R$ 420 milhões relacionados ao financiamento do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, com eventual participação de empresários, advogados e até um servidor público do município de Boa Vista/RR.
Fonte: PRF MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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