MATO GROSSO
Workshop realizado pela Sema-MT tem simulado de acidente com tanque de ácido
MATO GROSSO
O evento ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) com palestras de especialistas e instituições parceiras. Nesta sexta-feira, houve a parte prática, com o simulado de um acidente com vítima, envolvendo o veículo com ácido tóxico.![]()
São parceiros da iniciativa a Ambipar Response, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Rodoviária, FIEMT, Águas Cuiabá, Marajá e P2R2 (Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida à Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos).
Conforme o superintendente de Infraestrutura, Mineração, Indústria e Serviços Valmi Lima, o evento promoveu a troca de informações entre diversas instituições e a sociedade, e traçou um panorama do quadro de acidentes com produtos perigosos em Mato Grosso.
“Identificamos, por meio do monitoramento da Sema, um aumento de acidentes com produtos perigosos, o que torna cada dia mais relevante o aprimoramento das nossas práticas. Atuamos para que as áreas atingidas por estes eventos sejam recuperadas, e em segundo caso, aplicamos multas aos responsáveis”, explicou, sobre o papel do órgão ambiental.
O representante da Polícia Rodoviária Federal, Matheus Lima Silveira, destacou a atuação na prevenção de acidentes com a fiscalização das estradas. “Os acidentes, muitas vezes, estão relacionados com o excesso de peso das cargas, problema nos freios em veículos, falta de documentação e vistorias. Identificar esses casos permite mais segurança para todos nas estradas”, pontuou.
O acidente com produto perigoso é todo aquele em que há risco ou perda de controle do material durante o transporte, causando danos ambientais, materiais e à saúde humana. Para reduzir os riscos e possíveis impactos, é necessário seguir normas vigentes, explicou o especialista em transporte e produtos perigosos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Márcio Oliveira, durante a palestra.![]()
O chefe de operações do Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros, o tenente Isaac Wihby, explicou como funciona a rede de unidades da Corporação que atende todo o estado na resposta rápida às emergências, tanto com produtos perigosos, quanto incêndios florestais e queimadas.
“Das instituições que compõem uma rede, o Corpo de Bombeiros é vocacionado a trabalhar na resposta, de forma reativa e rápida, quando um acidente acontece. A prevenção também é nosso foco, e, desde 2019, começamos a atuar na responsabilização. Todas as unidades de bombeiros tem os equipamentos básicos para realizar a primeira resposta, e também fornecemos apoio remoto”, contou o tenente.
O diretor da Unidade Desconcentrada da Sema de Confresa, Edivaldo Soares Silva, percorreu 1.200 quilômetros para participar da capacitação e levar o conhecimento adquirido para aprimorar as práticas desempanhadas pela equipe na região do Araguaia.
“É de grande importância para a região do Araguaia poder atender as demandas de acidentes com máquinas pesadas. Esse conhecimento favorece a nossa atuação, e vir pessoalmente participara da parte prática do curso faz grande diferença”, destacou o diretor.
“Falar sobre prevenção de eventos com produtos perigosos é salvaguardar vidas e proteger o meio ambiente. O workshop é uma importante oportunidade para falar sobre segurança, sobretudo em emergências ambientais. Com instituições socioambientalmente integradas, o ganho é de toda sociedade”, afirmou Homar Capistrano, Gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Águas Cuiabá.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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