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IRB lança 1º Prêmio de Monografia com tema sobre desafios para instituições públicas no mundo digital

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“Os desafios para as Instituições Públicas no mundo digital” é o tema central do I Prêmio IRB de Monografia, lançado pelo Conselheiro Edilberto Pontes, Presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), durante a abertura do XIII Encontro Nacional dos Técnicos de Educação Profissional das Escolas de Contas (EDUCONTAS), que está sendo realizado em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE-AL) e sua Escola de Contas Públicas Conselheiro José Alfredo de Mendonça, nos dias 1º e 02 deste mês, em Maceió-AL.

O prêmio tem como propósito expandir as fronteiras do conhecimento na temática proposta, estimulando a produção científica e reconhecendo os trabalhos de maior qualidade técnica dentro da temática proposta em edital.

Nesta edição de lançamento do concurso, os participantes inscritos deverão produzir suas respectivas monografias, que deverá possuir caráter inédito, e discorrendo sobre um dos seguintes subtemas propostos: I – Os desafios dos Tribunais de Contas na era digital; II – Governo digital e a interação com o cidadão; e III – Aprofundamento da Transparência Pública.

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A análise e avaliação das monografias será realizada por Comissão Julgadora composta especialmente para esse fim, que considerará os seguintes critérios para fins de premiação: Monografia abordar um dos subtemas propostos no Edital; Originalidade de abordagem; Adaptação da abordagem teórica e/ou empírica ao tema; Clareza dos objetivos; Adequação metodológica; Coerência na análise e nos resultados; Consistência nas discussões; Coerência da bibliografia com o tema proposto; Estruturação do texto conforme as normas da ABNT; e Redação apropriada (adequação, correção, objetividade, fluência).

Aos autores (ou grupo de autores) das monografias vencedoras do concurso serão concedidas as seguintes premiações: 1º colocado, R$ 20.000,00 (vinte mil reais); 2º colocado, R$ 10.000,00 (dez mil reais); e 3º colocado, R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

O edital e todas as outras informações sobre o I Prêmio IRB de Monografia podem ser acessados no site específico do certame – Clique aqui.

Fonte: Instituto Rui Barbosa

Fonte: TCE MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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