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“Viemos buscar as boas ações e políticas no Sistema Prisional de Mato Grosso para levar para Minas Gerais”, afirma promotora de Justiça do MPMG

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O governador Mauro Mendes recebeu, nesta terça-feira (12.12), uma comitiva da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais para troca de experiências sobre o Plano de Modernização do Sistema Penitenciário mato-grossense.

A promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Paloma Carballido, expressou o desejo de replicar as iniciativas de Mato Grosso em seu Estado.

“Viemos aqui para conhecer a modificação que o Sistema Prisional de Mato Grosso teve nesses últimos anos e buscar as boas ações e políticas implementadas para levar para Minas Gerais. Vocês aprimoraram esse sistema de forma célere. Nos interessamos por essas mudanças e vamos tentar, na medida do possível, aplicar no nosso Estado”, afirmou.

O procurador de Justiça de Minas Gerais, Thiago Coelho, também se mostrou impressionado com os investimentos e ações realizadas no sistema penitenciário de Mato Grosso e destacou a importância de solucionar o déficit de vagas no sistema mineiro.

“Estou muito impressionado com a iniciativa do Estado de Mato Grosso de unir forças com todas as entidades para melhorar o sistema penitenciário e, consequentemente, a segurança pública do Estado. A ideia é levar essas políticas e ações para lá para tentarmos diminuir nosso déficit de vagas”.

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Os representantes de Minas Gerais visitaram a Penitenciária Central do Estado (PCE-MT) para conhecer de perto as práticas e os avanços alcançados com o plano de modernização implementado em Mato Grosso, que tem resultado em significativas melhorias.

O governador Mauro Mendes assegurou que continuará reforçando e investindo na Segurança Pública de Mato Grosso.

“Viver em segurança, sem riscos e sem medo é um dos bens mais importantes para a sociedade. Não podemos colocar isso em valores. Então, enquanto tivermos capacidade financeira, vamos investir em segurança pública aqui em Mato Grosso”, garantiu.

Em 2019, o governo do Estado implementou o Plano de Modernização do Sistema Penitenciário, que engloba uma série de medidas voltadas para construção, expansão e melhoria das unidades. De lá para cá, mais de R$ 300 milhões já foram investidos na modernização e ampliação de vagas.

Segundo o governador, os avanços no Sistema Penitenciário desde o início de sua gestão foram significativos e o objetivo é o aprimoramento constante na gestão e eficiência dos recursos para garantir mais avanços.

“O governo do Estado de Mato Grosso tem feito grandes investimentos e grandes avanços na área desde 2019. São novas cadeias, tecnologia de ponta, termos de ajuste de conduta firmados, formas de construção inovadoras, ou seja, estamos aplicando os recursos de forma correta. O que estamos fazendo é um pouco do óbvio, mas com o mínimo de excelência. Ainda queremos melhorar nossos índices nos próximos anos e já somos o único estado do país que está zerando o déficit de vagas”, afirmou.

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O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Cesar Roveri, enfatizou a importância do intercâmbio de informações entre os estados.

“Estamos à disposição não só do Estado de Minas Gerais, mas também de outros Estados para compartilhar nossas práticas na segurança pública. Também queremos aprender com Minas Gerais durante essa troca de experiências”, disse.

Nesta quarta-feira (13.12), a comitiva de Minas Gerais segue com a visita e deve se reunir com o juiz da 2ª vara de Execuções Penais, Jorge Luiz Tadeu, e com a promotora Josane Fátima de Carvalho Guariente, responsável pelo Banco de Boas Práticas do Sistema Prisional.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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