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Vice-presidente do Poder Judiciário participa da solenidade de posse da Associação dos Municípios

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A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, representou o Poder Judiciário na manhã desta quinta-feira (22 de fevereiro), no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá, durante a cerimônia de posse do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, prefeito do município de Primavera do Leste (a 231 km ao sul de Cuiabá). O evento também contou a presença da diretora da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.
 
Muito além de cumprir formalidades, a presença da desembargadora Maria Erotides durante o evento, reforçou mais uma vez, o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a garantia de direitos essenciais à promoção de uma gestão pública mais eficiente, célere e capaz de fazer frente às crescentes demandas da população.
 
“O Poder Judiciário está pronto e a postos para continuar contribuindo com a construção de uma sociedade ainda mais justa e capaz de regular as necessidades do seu cidadão. Essa mentalidade do diálogo e da composição conjunta de soluções é extremamente importante para que as políticas públicas realmente alcancem os seus objetivos. O Tribunal de Justiça com seus 150 anos de instalação, pode contribuir imensamente para a capacitação dos municípios em temas técnicos pertinentes a boa gestão administrativa, onde a experiência e toda capacidade técnica do Poder Judiciário pode ser aplicada na construção de políticas públicas, e que elas [políticas públicas] estejam rigorosamente de acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores, evitando com isso, possíveis sanções para os municípios”, enfatizou Maria Erotides.
 
No tocante à qualificação técnica dos municípios, a desembargadora faz referência à parceria firmada entre o Tribunal de Justiça, por meio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e a Associação Mato-grossense dos Municípios para a capacitação continuada de servidores municipais em áreas estratégicas da administração pública.
 
Leonardo Bortolin assume a representatividade dos 142 municípios de Mato Grosso, com a responsabilidade de ampliar e fortalecer o diálogo institucional.
 
“Para que Mato Grosso prospere ainda mais é preciso uma palavra: união! Nós estamos felizes em poder contar com o apoio incondicional das nossas instituições, como o Poder Judiciário de Mato Grosso, a Assembleia Legislativa, o Governo do Estado, o Tribunal de Contas, todos unidos e irmanados com o mesmo propósito, de cuidar da nossa população, principalmente em um ano de muitos desafios, recessão econômica, de queda na produção agrícola com impacto direto não só no volume do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), mas naquele recurso que circula dentro do município”, frisou o presidente da AMM.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: A vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Erotides Kneip compõe o dispositivo de honra durante a solenidade. À sua direita, o senador da República, Jaime Campos. À esquerda, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, seguido pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Leonardo Bortolin e demais autoridades formadoras do dispositivo.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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