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Verde Novo distribui 500 mudas de plantas no bairro Pedra 90 em Cuiabá

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A forte garoa que caiu na manhã de sábado (26 de março) na região do bairro Pedra 90, em Cuiabá, não desanimou centenas de pessoas que compareceram ao estande do projeto Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, para garantir suas mudas de árvores nativas e frutíferas do Cerrado. Em mais uma parceria com o evento Multiação e o Instituto Ação Verde, o projeto distribuiu 500 mudas de plantas para a população.
 
O evento ocorreu num espaço, localizado ao lado da Escola Estadual Malik Didier Namer Zahafi. Foram distribuídas mudas de acerola, graviola, ata, amora, manga bourbon, amora, tamarindo, pitanga, caju, goiaba, jacarandá, ipê rosa e ipê branco e ipê de jardim.
 
A dona de casa Nadja Santos garantiu mudas de ipê branco e rosa para plantar em sua casa. “Eu tenho um espaço grande e já preparado do lado de fora para essas duas mudas. Gosto muito de plantas e quero deixar minha casa bem florida. Isso vai fazer muito bem pra nós porque vai ajudar a diminuir o calor que é muito forte, então a gente só tem a ganhar”, afirma.
 
Quem também vai ter mais sombra em sua residência é a dona de casa Edna Maria da Silva, que optou pela muda do ipê rosa para embelezar sua casa e claro, proporcionar mais sombra em meio ao calor da Capital. “Na minha casa não tem nenhuma árvore e é muito quente. Esse ipê vai ajudar a dar sombra e deixar a casa mais fresca.”
 
A estudante Letícia de Carvalho, colaboradora que estava em um dos estandes do Multiação, não perdeu a oportunidade e tratou de buscar muda de ipê de jardim para a casa onde ela mora, no bairro Sucuri. “Eu gostaria de começar a plantar mudas para ter um jardim mais florido. Vim estagiar aqui no evento e vi as plantinhas e me interessei. Já somos conhecidos como uma cidade muito quente então essa muda vai ajudar o meio ambiente e amenizar o forte calor que faz aqui.”
 
Todas as pessoas que passaram pelo estande do Verde Novo receberam orientações sobre como fazer o plantio das mudas, bem como sobre cada espécie e qual a ideal para cada necessidade. A missão de arborizar Cuiabá por meio da conscientização é um dos objetivos do projeto. Foi o que explicou o assessor do Juizado Volante Ambiental (Juvam) da Capital Sergio Savioli Resende.
 
“Essa distribuição faz parte do nosso escopo de educação ambiental. O projeto Verde Novo tem três princípios: a gente fala sobre arborização urbana como forma de conscientizar, plantamos para mostrar como se faz e distribuímos para dar a oportunidade das pessoas aplicarem aquilo que a gente divulga, trabalha como conscientização ambiental. A importância das pessoas passarem por aqui, pegarem uma muda e levarem para casa nos auxilia bastante no sentido de que elas entendem a necessidade de arborização urbana. É essa mobilização que vai trazer de volta o que nos deu um dia o título de Cidade Verde e a qualidade de vida que a arborização urbana gera para dentro da cidade”, ressalta.
 
O presidente do Instituto Ação Verde, Adilson Varela Ruiz destacou a parceria que visa à conscientização ambiental voltada para a arborização. Ele citou também a abrangência do projeto, que já está no seu quinto ano de atuação, com 475 ações ambientais e que já plantou e distribuiu 147.082 mudas de árvores nativas e frutíferas.
 
“O Instituto Ação Verde já tem 15 anos e nesse projeto já temos cinco anos. Os números dessa parceria com o Verde Novo são muito importantes. O crescimento imobiliário e de avenidas reduziu muito as áreas verdes em Cuiabá, então o que a gente quer é fomentar cada dia mais essa parceria para resgatar esse título de Cidade Verde”, comentou.
 
Iniciativa – O Verde Novo é um projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso, idealizado pelo Juvam de Cuiabá, desenvolvido em cooperação técnica com o Município de Cuiabá e o Instituto Ação Verde e patrocinado pelo Grupo Petrópolis, responsável pela doação das mudas de árvores nativas e frutíferas. O projeto Verde Novo também conta com a parceria da TV Centro América e da Energisa, na divulgação.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição da imagem: Foto1: Duas mulheres embaixo de um guarda chuva grande de cor cinza, ambas com máscara de proteção preta. A mulher da esquerda segura uma muda de planta com a mão direita e no braço esquerdo carrega uma criança. Ela está com uma mochila preta na frente do corpo. A mulher da direita segura uma muda de planta com a mão esquerda. Na frente delas, duas crianças seguram, cada uma, uma muda de planta.
 
Foto 2: A dona de casa Nadja Santos sorri para a foto com duas mudas de plantas, uma em cada mão. Na imagem, da cintura para cima, ela mostra as mudas estendendo os braços ao lado do corpo, para a direita da foto. Ela está com cabelo preso, usa blusa de alça branca e uma bolsa preta a tiracolo do seu lado esquerdo.
 
Foto 3: Assessor do Juvam de Cuiabá, Sergio Savioli Resende, que usa máscara branca, óculos com armação preta e veste camiseta na cor verde, do projeto Verde Novo. Ele está embaixo de uma tenda onde há a distribuição de mudas e está em frente ao banner do projeto, também na cor verde.
 
Foto 4: Presidente do Instituto Ação Verde, Adilson Varela Ruiz, em foto posada embaixo da tenda do projeto. Ele usa camiseta preta. Atrás dele é possível ver colaboradoras do projeto e demais pessoas que estiveram presentes no Multiação.
 
Dani Cunha (texto e fotos)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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