MATO GROSSO
Tribunal capacita servidores sobre inclusão de pessoas com deficiência no ambiente de trabalho
MATO GROSSO
Em mais uma ação da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso promoveu, na última sexta-feira (30), um workshop sobre Emprego Apoiado, metodologia voltada para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, seja empresas ou órgãos públicos, do qual participaram cerca de 40 servidores presencialmente, na Escola dos Servidores, além de mais de 100 servidores da Capital e comarcas do interior, de forma virtual.
No workshop, os servidores se aprofundaram nesse tema e realizaram atividades com foco na elaboração de um plano de implantação do Emprego Apoiado. “A gente vê muitas ações boas, importantes, mas que às vezes falta consistência, visão de futuro e mais efetividade. Porque a gente entende a inclusão não como mera filantropia ou simplesmente para cumprir a lei. A gente entende a inclusão realmente como um anseio da própria sociedade, que evolui e, no caso das pessoas com deficiência, que de fato elas ocupem os espaços, seja nas escolas, no trabalho, no lazer. Então o emprego apoiado é uma resposta metodológica para isso”, explica o diretor da ANEA, Osvaldo Barbosa.
Presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJMT, a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, a iniciativa vai ao encontro do Planejamento Estratégico do Poder Judiciário mato-grossense, que tem em sua visão e dentre seus atributos de valor a acessibilidade. Além disso, a ação está em consonância com a Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/3987 “Nosso objetivo é fazer com que cada vez mais pessoas sejam incluídas no meio do trabalho e da sociedade, apoiar esses trabalhadores para que eles se sintam acolhidos no local de trabalho e consigam produzir e ficar satisfeitos. Por isso essa capacitação para conscientizar os servidores. Com isso, as pessoas devem estar com os olhos abertos e ter uma visão diferente”, afirma.
Participação do público externo – A capacitação oferecida pelo Tribunal de Justiça chamou a atenção até mesmo de pessoas que não compõem o quadro da instituição, como da Associação dos Amigos dos Autistas Neurodiversos e Pessoas com Doenças Raras (Amand-MT) e mães de autistas, como a servidora pública estadual Branca Fernandes. Ela é mãe de dois adultos autistas, Dimitry e Faena, ele o primeiro piloto de kart diagnosticado com autismo no Brasil e ela escritora. Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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