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TCE-MT dará segurança jurídica para soluções pré-processuais de conflitos da saúde

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A Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) vai elaborar uma minuta de normativa a fim de garantir segurança jurídica às soluções pré-processuais de conflitos da saúde. O compromisso foi firmado na manhã desta sexta-feira (10), em reunião com representantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e da Secretaria de Saúde do Estado de Mato Grosso (SES-MT). 

Conforme o presidente da comissão, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, o TCE-MT foi convidado para ser parceiro do grupo de trabalho para estudo e definição do fluxo de tramitação dos processos e reclamações pré-processuais no âmbito do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Saúde Pública.

“Vamos construir essa normatização sobre o controle dos recursos da saúde e submetê-lo ao Plenário para homologação. O Tribunal tem um papel fundamental na avaliação da execução desses orçamentos e vai dar garantia jurídica ao Judiciário. O objetivo é aliviar a judicialização dos procedimentos dessa área. Quem ganha com isso é a sociedade, principalmente, pois vamos ter procedimentos mais baratos para o Poder Público”, explicou.

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Na oportunidade, o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do TJMT, desembargador Mário Kono, ressaltou a importância da participação do Tribunal de Contas nesse trabalho. “Estamos alinhando uma forma de atender com mais celeridade, presteza e com menos ônus para o estado, de uma forma pré-processual, toda a população de Mato Grosso. Ou seja, não precisar ter toda aquela complexidade e o custo da judicialização”.

Nesse ponto, explicou o desembargador, é fundamental o auxílio da Corte de Contas. “Por conta do pré-processual, precisamos trabalhar juntos para dar essa garantia jurídica. É importantíssimo, pois é um órgão fiscalizador por natureza, tem técnicos de alta qualidade que poderão nos ajudar no desenvolvimento desses trabalhos. É um trabalho feito em várias mãos para que uma finalidade única seja concluída, satisfazer todos os princípios da administração, atender os interesses estado e, principalmente, do cidadão na sua saúde”. 

Da mesma forma se manifestou o procurador representante da SES-MT, Felipe Florêncio. “A gente veio buscar o Tribunal de Contas para ser parceiro desse projeto e dar a solução que a população de Mato Grosso precisa. O objetivo é construir uma solução para dar celeridade a todos os atendimentos, por meio de uma forma consensual e menos onerosa para todos os pacientes. O estado está preocupado com isso, entende essa necessidade e está buscando essa solução de forma segura e eficiente”.

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Fonte: TCE MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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